Badu's caos!

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Redoma! março 17, 2010

Filed under: Desejos — Manu Parise @ 6:45 pm
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Após um longo e tenebroso inverno sem oportunidade para escrever aqui, hoje estou finalmente arrumando um breve espacinho de tempo. Tantas coisas para dizer, tantas coisas passaram pela minha cabeça nos últimos dias…

Como é dificil entender algumas coisas que acontecem com a gente não é? Às vezes o cotidiano nos engole, faz com que acabemos nos sentindo marionetes, mas quem nos comanda?! Esses dias, diversas vezes me peguei parando de estudar para pensar nas coisas ao meu redor e tantas vezes me desconcentrei que fiquei revoltada comigo mesma por não conseguir focar no que precisava ser feito.

Às vezes me questiono por que certas coisas só acontecem comigo, mas paro e concluo que na realidade não acontecem só comigo, talvez meu grande problema seja a insatisfação, ou talvez esse não seja o termo, mas aquela sensação de não saciedade, as coisas talvez nunca durem o tempo que deveriam ou que eu gostaría que durassem, são boas, plenas, me deixam regozijada, mas passados um ou dois dias, começa aquele desejo por mais, aquela vontade de fazer denovo, de ter denovo.

Será que todos somos assim?

As coisas que são intensas não deveriam nunca acabar, deveriam poder fazer parte de nossa vida todo o tempo indescriminadamente, não deveríamos ter que deixá-las do lado de fora por muitas vezes, mas em um contra-ponto  aos meus argumentos penso que essa intensidade talvez tenha me feito mais ansiosa, pois ao conhecê-la, ao vivenciá-la, fica dificil não desejá-la com todas as forças.

Tenho de fato negligenciado algumas coisas importantes em minha vida ao longo dos ultimos meses, talvez até do ultimo ano, tenho vivido em uma espécie de casulo, talvez com medo de sentir de fato essa intensidade, tenho brincado de viver… Fico pensando em quantos finais de semana poderia ter saído, me divertido, dado boas risadas e não o fiz por receio disso ou daquilo.

Quantas pequenas loucuras deixei de fazer por medo das consequencias?! Quantos amigos deixei de procurar por vergonha de assumir minha condição intimista neste momento? E isso tem me feito mal!

Tenho ficado em uma redoma, que eu mesmo criei! Uma redoma que fiz impenetrável, que impede grandes sentimentos, grandes sensações! Talvez eu tenha me tornado um zumbi! rs

Não! Brincadeira! Também não estou morta não é?! Mas o fato é que diante de tanto comportamento impecável, quando cometo algum deslize me parece enorme! Dá aquele gostinho de fazer algo prazeroso só por fazer e isso acorda dentro de mim o monstrinho bagunceiro e desregrado, começa a dar aquela vontade de fazer tudo junto ao mesmo tempo…

Bons tempos aqueles que eu estava sempre com a sensação de cansaço prazeroso, daquele cansaço obtido com ótimas noites mal dormidas – ou não dormidas – quando se passou um pouquinho da linha com o chopp – ou tequila-, quando se comeu demais no churrasco, nossa e as dores na perna no dia seguinte de uma boa noite de balada?! Chegar em casa acabada de tanto curtir a musica e dançar até não aguentar mais?! Que tudo!

Saudade dessa sensação de ter feito tudo, estar cansada e ainda conseguir fazer mais um pouquinho! Saudade de dar gargalhadas até doer a barriga pq os amigos loucos estão fazendo palhaçada!  Ou dar aquela fugidinha de casa para fazer algo sem dar satisfações a ninguem!

Pensei também em uma questão igualmente importante – CRISE MORAL:  quando vem a tão famosa crise moral, aquela que nos impede de fazer algo por não ser considerado correto, como saber a atitude que melhor cabe naquele momento?! Como decidir o que fazer? Como saber se as possibilidades são reais ou se não passam de uma brincadeira do destino? Como saber que tomar as tais decisões não pode acabar causando um sofrimento desnecessário? Ou trazer resultados irreparáveis?

Talvez eu precise me JOGAR mais na vida, parar de fugir dos problemas e partir para a tática da tentativa e acerto!

OU TALVEZ PRECISE PARAR E ME “REAPAIXONAR”!

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Por mais dias de sol! fevereiro 26, 2010

Filed under: Cotidiano,Uncategorized — Manu Parise @ 1:01 am
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Será que sou só eu que tenho a impressão de que o tempo está voando?!?!

Nossa! Parece que foi ontem que o ano começou, parece que acabei de chegar das férias, não fosse o já tão conhecido cansaço, até acharia que estou ficando doida, mas realmente, mais um mês do ano de 2010 acabou! Já são 2! Tantas coisas a fazer e tão pouco tempo…

Existem dias e dias e tenho certeza que Albert Einstein, estava em um desses momentos de incredulidade quando teorizou que o TEMPO É RELATIVO, para nos mostrar a não existencia de tempo absoluto para todo e qualquer referencial.

Já repararam como o tempo passa rápido quando temos milhares de tarefas a realizar ou quando estamos nos divertindo e, lento quando não há nada para fazer ou quando é chata a tarefa?! Por que não o inverso?! Eu chego da academia, tomo banho, deito na minha cama para ver um filme ou uma série e é como se viesse alguém e desse com um taco de baseball na minha cabeça, durmo na hora, apago, nem lembro o q tinha que fazer, não acordo nem se derrubarem o prédio. Mas como explicar que posso passar tranquilamente a noite todinha acordada e ainda ir trabalhar cedo no dia seguinte, se estiver me divertindo?!

É óbvio, depende do interesse na atividade, companhia ou seja lá o que for…

Como são bons esses dias em que o tempo voa prazerosamente, dias que mesmo chuvosos, são de sol, preenchem nossa alma de calor, de alegrias… Como é bom tirar o pé da cama de manhã tendo a certeza de que será um bom dia e nada que aconteça nos fará mudar essa impressão… Por mais que tentem, em alguns dias nada nos atinge, nada nos irrita ou atrapalha… é incrível!!!

Hoje eu acordei assim… Ensolarada! Motivo? Hmmm deixe-me pensar…

TODOS! Estou viva, saudável, gosto de mim mesma, sou auto-crítica e verdadeira comigo mesma, tenho um emprego – que embora não seja o melhor do mundo – me dá tranquilidade, tenho pais e uma irmã que eu amo com todas as minhas forças e por quem sou capaz de qualquer coisa, tenho amigos que são SENSACIONAIS… Por que não sorrir?

Falta de grana? E daí?! Existem tantas coisas BOAS para fazer que nem exigem muito dinheiro…

Falta de namorado? WTF! Isso não é realmente um enorme problema não é? Levemos em consideração as tais escolhas individuais…

Aqueles kilos a mais?! Que se dane! Sou feliz assim, me sinto gostada, satisfeita com minha personalidade e com todo o resto…

Mudaria algo? Claro! Todo mundo sempre tem algo que mudaria! Se eu falar o que, alguns amigos me enforcam… rs rs… Mas enfim, mudar nunca é negativo, pode ser construtivo, pode ser mais do que inteligente!

Quem é fanático pela internet levanta a mão!  Mas alguém além de mim já sentiu a sensação de arrancar um sorriso orgulhoso da pessoa do outro lado do micro? Como é bom receber aquela resposta contida, que exala felicidade e satisfação! Como é bom saber que o que pensamos ou desejamos, faz alguém feliz do outro lado… Que alguém dá valor aos nossos pensamentos e a todo o resto! Quero mais dias de sol como este, mais dias nos quais tudo nos faz felizes, em que todos os momentos são carregados de cores! Como é bom saber que possuimos as pessoas por inteiro e igualmente as rédeas das nossas vidas!

Estou lançando o movimento intimista por mais dias de sol!

[Ouvindo: Lenine – Jack soul Brasileiro]

 

Escolhas e erros… fevereiro 19, 2010

Filed under: Instintos — Manu Parise @ 1:43 pm
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“O ser humano vivência a si mesmo, seus pensamentos como algo separado do resto do universo – numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é uma espécie de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos e ao afeto por pessoas mais próximas. Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Ninguém conseguirá alcançar completamente esse objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior.”

Albert Einstein

É muito ruim não saber o que fazer não é?

Como praticamente todas as pessoas impulsivas, eu primeiro faço, falo e depois penso no resultado, um erro crasso, mesmo com espontaneidade, precisamos pensar antes de agir, pois nossas atitudes refletem diretamente na reação de outrem.

Mas como parar para pensar quando nossos instintos nos levam quase que magneticamente a fazer determinadas coisas?

Acredito que devemos nos posicionar diante da vida, da maneira que mais nos apraz. Talvez, ou melhor, certamente, isso trará reações e conseqüências boas e ruins, afinal não podemos e nem devemos agradar a todos – ou a muitos. Devemos sim, agir de acordo com nossas crenças, nossas perspectivas de vida, de acordo com a educação que foi dada por nossos pais, pelos valores que nos foram ensinados…

Claro que às vezes nos desviamos um pouco desses ensinamentos, cometemos nossa cota de pecados capitais – modernos ou antigos – mas como eu costumo dizer sempre, não é melhor errar tentando do que acertar fugindo?

Errar é humano! (Blá, blá… Todo mundo diz isso para se justificar)

Mas a premissa é verdadeira, o erro é intrínseco à condição humana, isso é uma forma de aprendizado e cabe a nós mesmos, diferenciarmos e aproveitarmos as situações para sairmos fortalecidos…

Não sou do tipo hipócrita! É claro que ao notar que cometi um erro, eu entristeço e me revolto comigo mesma… Aproveito todo meu vasto e rico vocabulário de palavrões e xingamentos contra mim mesma, por vezes choro (muito… sem parar… soluçando), por vezes busco a solidão, mas depois que a “poeira” abaixa, eu tento tirar minha lição da situação… Às vezes consigo, às vezes me pego cometendo pequenos erros novamente…

Mas à meu ver, o insucesso, não significa derrota, mas sim um trampolim para um acerto, futuro…

Sem deixar de lado o fato de que algumas vezes, o insucesso não se dá só por nossos erros, alguns insucessos dependem de fatores externos, outros indivíduos singulares envolvidos na história e, neste caso, aproveitamos para tentar compreender um pouco melhor o ser humano, suas reações…SUAS ESCOLHAS!

Diante das escolhas de outro indivíduo, não há muito que fazer a não ser lutar e, nessa luta acabamos errando quase como uma fórmula, afinal atitudes desesperadas ou emergenciais são passíveis de erros, mais do que quaisquer outras, ao final da batalha, não tendo conseguido reverter a escolha do outro, não há muito mais erros a cometer, a não ser os de reação…

É incrível como erramos com nossas decisões não é? E como magoamos pessoas queridas diante de uma decisão errada… E como ferimos a nós mesmos quando agimos por impulso, ignorando nossos aprendizados anteriores…  Mas no final das contas, cair é quase um pré-requisito de viver…

O importante é se levantar, olhar para o passado com olhos de análise, buscar compreender nossos erros, melhorá-los, fortalecer nossos valores e seguir em frente, de cabeça erguida, para enfrentar novos acertos e é claro, novos erros! Sem arrependimentos, pois tudo que vivemos, valeu a pena, foram mais alguns degraus na escalada de nossa vida!

 

Particularidades… fevereiro 8, 2010

Filed under: Cotidiano — Manu Parise @ 10:06 pm
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Nossa estou cansada demais, trabalhando ininterruptamente durante semanas… Odeio começo de ano, tudo tão corrido, tantas responsabilidades… O pior é fazer um monte de coisas e ainda sentir que faltou algo, que algo não ficou bem feito como deveria ter ficado!

Tá eu sei que sou meticulosa, mas isso não é realmente um defeito, não é?

Minha cabeça está a mil por hora, pensando em trabalho, em projetos, na vida pessoal… Aliás, na TENTATIVA de vida pessoal… Essa semana tive que ouvir que sou idiota e sem vida social, por me dedicar ao trabalho e não me incomodar de fazer horas extras, em pegar freelas para a madrugada…

Mas fazer o que? Se nos empenhando diariamente precisamos suar a camisa e apertar o cinto nas contas, imagina se não correr? Enfim, faço o que posso por meu futuro e principalmente por minha família…

O que fazer no carnaval?

Sem idéias…

Vou dormir… amanhã posto algo realmente interessante, mas hoje minha cabeça está complicada… rs rs…

Uma musiquinha para todos…

 

Respeito! fevereiro 3, 2010

Filed under: Cotidiano,Uncategorized — Manu Parise @ 4:29 pm
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Acabei de ouvir de um cliente, a frase: “Não se pode dar diamantes aos porcos!”, detalhe que ele se referiu dessa maneira agressiva às pessoas que colocam dinheiro no bolso dele pagando alugueres nem tão baixos…

Que absurdo… Qualquer ser humano deveria ter direito à moradia, à alimentação de qualidade, ao lazer, qualquer ser humano deveria ter o direito de preservar sua dignidade. Acho que ele precisa aprender um pouco mais sobre jóias, porcos e pessoas, principalmente pessoas…

Por que as pessoas precisam ser tão grosseiras e mal educadas? Por que a cada dia que passa as atitudes e relações entre as pessoas se tornam mais agressivas?
Pode até existir a mulher que diferente de mim, gosta de agressividade, mas a maioria de nós mulheres quer o trivial, um companheiro gentil, amoroso, carinhoso, não gostamos de melosidades… mas de sermos bem tratadas no dia-a-dia, de sermos um pouquinho mimadas e gostamos que “nossos homens” tenham atitude, que sejam fortes, que transmitam a nós uma sensação de segurança, que tenham a famosa “pegada”…
É diferente daquele sujeito a quem eu costumo fazer gozação chamando de “macho alpha bruto”, que ve uma moça bonita na rua – seja de corpo ou de rosto – e ao invés de comentar com os amigos com discrição, o que nós também fazemos, brada à plenos pulmões um: “GOSTOSA!” daqueles que chega a encher as bochechas de ar para dar a entonação cafajeste! Que absurdo, nós mulheres somos perceptivas, quando um homem nos olha com desejo, nós sentimos, se vamos aceitar ou corresponder cabe a nós decidir, na minha opinião, quando uma mulher anda na rua e ouve uma coisa dessas, não se sente muito diferente.
As mais complexadas pensariam: Só falou comigo porque está bebado, ou só falou isso para ser legal diante dos amigos, ou homem não perdoa, ou ainda só falou isso porque estou vestida assim…
As mais evasivas pensariam: “Ridiculo! Coitado!”

Homens: Não saiam para a balada para pegar no cabelo ou na cintura das moças que passam por vocês, a menos que elas estejam interessadas e proximas, devidamente apresentadas, no mínimo. Não chamem qualquer mulher que passa de gostosa aos berros, isso nos constrange! Não comentem sobre as nossas intimidades com os caras do trabalho ou do boteco ou de qualquer lugar, não gostamos de ficar expostas. Parem de deixar que aquele amigo mais terrorista, infantil e mal-amado, influencie no relacionamento porque não somos “super-modelos”. Nos amem como somos, sem comentários pejorativos sobre nosso peso, sobre a roupa de dormir, sobre nossa profissão.

Mulheres: Valorizem-se mais! Amem a si mesmas, desejem melhorar e o façam, não pelo seu companheiro, mas porque simplesmente, é o que desejam fazer. Parem de usar essa ou aquela roupa porque está na moda, se essa roupa não valorizar suas curvas- ou falta delas. Não usem saltos com os quais não conseguem nem andar! Não se preocupem tanto em posar para as fotos pois as melhores fotos são aquelas que captam um momento. Não saiam para “caçar”, porque dessa forma só atrairão esse tipo de interesse.

Nossas relações são complicadas e dificeis, mas podemos ponderar, inventar e fazer dar certo, basta termos confiança no que somos na essência e acreditar que existem muitos homens incríveis no mundo que não estão dispostos a tratar mulheres como objeto, mas sim que nos valorizam, nos amam como precisamos e devemos ser amadas e que nos fazem felizes e realizadas.
Um brinde ao amor… Um brinde à vida!

{Respeito é palavra de ordem da vida}

Hoje acordei com meu celular apitando… uma mensagem de texto… quando peguei o celular e vi o remetente, já fiquei lisonjeada… Quando abri a mensagem, mais ainda….

O meu dia certamente será de sol absoluto depois de acordar dessa forma…

Clipe que eu amo…

Uma dica para quem gosta de ler artigos polêmicos: {Eu sou viciada nesse blog}

http://colunas.epoca.globo.com/mulher7por7/

 

O bem e o mal dentro de nós… janeiro 30, 2010

Dois amores – de paz e desespero –
Eu tenho que me inspiram noite e dia:
Meu anjo bom é um homem puro e vero;
O mau, uma mulher de tez sombria.
Para levar a tentação a cabo,
O feminino atrai meu anjo e vive
A querer transformá-lo num diabo,
Tentando-lhe a pureza com a lascívia.
Se há de meu anjo corromper-se em demo
Suspeito apenas, sem dizer que seja;
Mas sendo ambos tão meus, e amigos, temo
Que o anjo no fogo já do outro esteja.
                      Nunca sabê-lo, embora desconfie,
                      Até que o meu anjo contagie.

William Shakespeare – Sonetos

Andei pensando muito em algumas coisas, quase como um balanço de vida e me passou pela cabeça que todos nós, por mais empenhados que estejamos em praticar o bem, somos tentados a fazer pequenas maldades e a termos condutas que em uma visão moralista da sociedade, seriam consideradas inadequadas e até reprováveis. O bem está diretamente ligado ao certo, aquilo que nos é incutido na mente desde o nascimento como padrão moral e de conduta, já o mal está ligado a tudo que nos é ensinado como errado e tudo aquilo que aprendemos por instinto e não pelo que a escola ensinou ou nossos pais ensinaram, representa tudo aquilo que não é considerado aceitável pela sociedade.

Fiquei me questionando por que temos essa atração por coisas perigosas ou proibidas, por que será que somos bons em nossa essência, capazes de enormes atos de gratidão ou civilidade e mesmo assim quando tentados ao “errado”, tantos de nós sucumbimos?

Vivemos pronunciando palavras como NUNCA, JAMAIS, mas somos fracos e hipócritas pois acabamos caindo em tentação. Alguns diriam que é o diabinho nos provocando e atiçando, mas na verdade somos nós mesmos, notei como as coisas que fazemos instintivamente são condenáveis, claro, pensamos e por isso nossa conduta deve ser diferente à dos animais, mas ainda assim, somos seres desta Terra, animais – nem tão racionais – cheios de instintos e ímpetos.

Por mais que tenhamos a consciência do certo ou errado, às vezes tomamos atitudes impensadas, que muitas vezes nos joga em uma cilada e nos trás complicações. E mais do que isso, nós gostamos mesmo que imperceptívelmente, de estar nesse tipo de ciladas e só paramos para analisar a situação quando chegam os problemas. Isso tudo me remete ao mito da caverna, que nos descreve exatamente a desumanização do homem em situação onde sua própria vida é colocada em risco, em como somos adaptáveis e como nosso maior instinto é de sobrevivência.

Quantos de nós já caímos em tentação com algo simples ou sério e acabamos buscando justificativas – é lógico inválidas – para tais atitudes?

Vamos elocubrar algumas questões:

– Sabemos que comer gordura demais ou doce demais é errado, mas não resistimos e sempre comemos {Depois justificamos que fazia tempo que não comíamos, ou que amanhã começaremos a dieta}Mas está na espécie humana buscar o alimento, acariciar suas papilas gustativas com os sabores dos alimentos, assim como nosso INSTINTO nos manda.

– Mesmo desapegados e mesmo que não tenhamos problemas em dividir as nossas coisas com os outros, todos nós já nos pegamos raivosos ou incomodados quando alguém nos tira algo ou alguém. {Depois justificamos que não estávamos interessados e não nos servia mais}Mas o homem é instintivamente egoísta e possessivo, está na nossa natureza e em nossa educação, pensarmos em como somos superiores à natureza e aos outros animais, então porque não pensaríamos isso de qualquer um? Um erro crasso é claro! Somos tão iguais que atualmente a natureza é que está nos destruindo.

– Sabe aquele (a) garoto (a) lindo (a) que encontramos sempre por ai e que desperta desejo e admiração? Descobre que tem compromisso com alguém, claro, sabemos que é errado nos aproximar e que o correto seria realmente manter uma distancia segura para evitar a tentação, afinal é errado estar com pessoas que possuem um outro compromisso ou até interferir no mesmo, às vezes conseguimos nos afastar é claro, mas quantos de nós já não nos percebemos apaixonados ou completamente envolvidos com a pessoa. {Depois justificamos que rolou a famosa “química” e que foi incontrolável, ou que o relacionamento da outra pessoa ia mal, ou até mesmo que não estamos envolvidos e apenas aproveitando ingenuamente os momentos com aquela outra pessoa, alguns mais atrevidos diriam que em algumas sociedades um homem deve ter mais de uma mulher}Mas é uma questão biológica e pouco consciente, algumas pessoas nos atraem mais do que outras, somos animais racionais e o cheiro da fêmea ou do macho, ainda em nossa espécie, atrai o parceiro que nos é fisicamente compatível, os famosos feromônios.

Somos da espécie humana, animais que por mais evoluídos que estejamos em ciência, física, biologia, genética e informática, mantemos nossos instintos de caça, sobrevivência, atração física, auto-preservação entre outros.

 Pensemos nisso antes de julgar a atitude instintiva de alguém, e quando tomados pela necessidade de saciar nossos instintos, devemos parar e usar nossa capacidade de raciocínio para determinar uma linha tênue que separa o certo e o errado, o bem e o mal dentro de nós.