Badu's caos!

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A vida nos recompensa… abril 19, 2010

Filed under: Desejos — Manu Parise @ 4:50 pm
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Eu disse esses dias à uma amiga através do orkut aquele famoso dito popular de que “após a tempestade sempre vem a bonança”, é engraçado como pensar nisso nos dá um alívio momentaneo, talvez pela certeza de não há mal que nunca acabe.

No momento mais dificil da minha vida, eu pude ver o quanto meus amigos se importam e se preocupam comigo, pude ver o quanto sou forte para enfrentar o medo e o quanto sou firme para tomar as providencias que se façam necessárias, aprendi que independentemente dos meus medos ou defeitos, nunca ficarei sozinha porque tenho uma irmã maravilhosa a quem eu amo sem ressalvas, porque minhas melhores amigas são minhas confidentes e meus ombros favoritos, porque meus amigos me enchem o saco e me zoam mas no fundo sei que posso contar com eles assim como eles comigo!

Depois de tudo o que eu vivi nos ultimos tempos, no último ano para ser específica, tudo o que eu mais quero é sossego, é curtir as coisas da minha vida conforme elas se apresentam… Acho que todos passam pela fase da loucura desenfreada e talvez no fundo seja da minha natureza ir contra os padrões, mas uma hora é preciso parar e tranquilizar a vida.

Não sou mais a moleca que era aos 20 anos, não quero mais ficar perdida pelo mundo aprontando ou ficar solteira para curtir a vida, por que não curtir ao lado de uma pessoa que me faça bem e que me aceite como sou? Por que não dividir todo o carinho e amor que tenho em mim como alguém que me trate com reciprocidade? Por que não me entregar mais uma vez e quem sabe não seja a ultima?!

Perdi minha mãe, mas de repente será que ela não está lá em cima olhando por mim?! Esse presente que eu ganhei, é tão bom que nem consigo entender ou acreditar que seja real… só mesmo com uma ajudinha! Sei lá…

Esse post na verdade não tem nada de filosofico ou rebuscado, são palavras jogadas em uma mente tão atônita e cansada que nem ao menos consegue formular uma cronica de sua propria incapacidade de entender o que acontece.

Não sei se isso tudo vai acabar, não sei se é real (ainda não consigo acreditar 100%), não sei se não ovu me machucar mais uma vez, não sei se dev agir assim ou assado para não assustar, não sei se devo ser a Manuela normal ou se devo tomar certos cuidados… Só sei que tudo mudou da agua para o vinho, só sei que tudo em que eu acreditava foi repensado e questionado por essa mente que exige novas respostas.

Só quero ser feliz, só quero viver uma coisinha breve e delicada que se chama vida e ter nela amor, saúde, paz, alegria, brigas, reconciliações e tudo o que lhe é intrínseco. Tudo o que quero é amar e ser amada, ser feliz… ter uma familia… um cachorro… Quem não quer isso lá no fundo?!

Eu estou sim boba, de um jeito que nunca fiquei, confesso! Mas estou tãoooo feliz que nem cabe em mim… Estou absolutamente apaixonada e espero que isso dure e amadureça!

Não importa quanto perdemos, sempre surge algo para nos fortalecer e alegrar, a vida semre nos recompensa de alguma forma! Naquele que certamente seria o pior aniversário da minha vida eu recebi um presente maravilhoso… Que ironia!

ai ai….

(Mãe continua olhando por mim… está funcionando até agora!)

 

Admirável notoriedade (Ou anonimato) março 18, 2010

Estive pensando em como é engraçado esse contexto de admiração, às vezes conhecemos uma pessoa há anos e não a admiramos e alguém que conhecemos ontem nos causa tamanha admiração que fica dificil não expressar…

É claro que é relativo, pois cada indíviduo tem seus aspectos próprios que mais nos atraem ou afastam, cada um gosta de coisas diferentes é claro! Mas já me peguei, algumas vezes, admirando em alguém aspectos que antes me incomodavam e é impressionante como as atitudes das pessoas nos fazem ver as coisas sob uma nova perspectiva.

Aprendi a apreciar indivíduos com características bem fortes e marcantes, pessoas que falam o que pensam sem medo de serem julgadas, pessoas que fazem o que tem vontade independente dos obstáculos, como é bom conversar com pessoas eloquentes, como é bom ler textos bem escritos nos blogs dos amigos, como é maravilhoso conviver com pessoas espontâneas que fazem piadas das adversidades e não se deixam abater. Que se esforçam para atingir seus objetivos, mesmo que não sejam tão louváveis assim…

Às vezes detalhes ínfimos já são por sí só o tempero dessa admiração que tende a crescer a cada pequeno gesto, a cada pequeno olhar, uma frase bem colocada, um sorriso silencioso, um afago despreocupado… Mensagens inesperadas de bom dia!

Não sei se sou neurótica – é bem provável! –  mas às vezes fico triste quando o celular não toca, quando não tem mensagem, quando o msn está sem nenhuma janelinha aberta, acho que nesses momentos me sinto realmente solitária. É tão bom receber, quando menos esperamos, aquele sinalzinho de mensagem no celular, não importa se é um “bom dia”, um “oi tudo bem?”, o que importa é a lembrança, o fato de naquele momento, passarmos despreocupadamente pela cabeça de alguém que realmente e singelamente se importa.

Mais gostoso ainda é quando esse remetente da mensagem é alguém a quem consideramos – por preconceito admito – improvável de fazê-lo. Tão bom ser surpreendido com ações provenientes de pessoas que não podíamos imaginar.

O engraçado é que justamente, são nesses momentos que conhecemos as pessoas, nesses momentos percebemos a essência de cada ser humano, através dos pequenos sinais aos quais estão aptos a transmitir. E esses sinais são tão importantes.

Os sinais são fundamentais para as relações humanas, nos mostram o momento certo de avançar e o momento ideal para “pisar no freio”. Nos mostra o quanto subestimamos outros indivíduos, nos mostra o quão fracos podemos ser diante da dor ou felicidade alheia.

Sim! Felicidade! Por que ficamos constrangidos diante da felicidade alheia? Por que ficamos constrangidos diante de um casal de namorados se beijando? Por que ficamos constrangidos de sair por ai sem uma companhia, quando na verdade o que queremos é estar sozinhos naquele momento?

O fato é que existem pessoas que incrívelmente despertam nos outros essa admiração, parece que exalam essas qualidades e se tornam pessoas naturalmente interessantes. Conheço pessoas assim! Mais de uma até! É incrível! Conheço pessoas que aonde vão chamam atenção. Os outros olham com encantamento sem nem ao menos conhecer, não que sejam perfeitos, ou façam o tipo impecável, pelo contrário são pessoas normais, com defeitos e qualidades, com características próprias e em particular algumas que até causariam estranheza nos com mente menos aberta.

Mas contrariando as expectativas, o primeiro olhar é sempre de admiração e curiosidade, mesmo que em seguida o comportamento ou a educação não sejam agradáveis como imaginavam. Que inveja! Rs rs…

Eu, particularmente, nunca causei esse tipo de olhar, sempre fui do tipo que atrai primeiros olhares negativos, sempre causei nas pessoas impressões bem diferentes do que sou, sempre ganhei antipatia e as pessoas sempre me taxaram como metida, como aquela garota fresca e chata.

Os amigos que fiz ao longo da vida, sempre precisaram quebrar este tabu inicial e olhar mais atentamente para uma amiga diferente, dedicada e engraçada. Mas em compensação esses amigos são para sempre, mesmo que tenhamos que lidar com a distancia ou outros impecílios.

Existem pessoas, como eu costumo observar, que nasceram para serem amadas por todos, respeitadas, idolatradas, existem pessoas que nasceram para o mundo… Que nasceram para brilhar… E existem pessoas, como eu, que nasceram para poucos e bons, para o anonimato, pessoas que ao longo da vida, são odiadas sem porquês,  e igualmente amadas, pessoas que nunca estão com o saldo positivo, a balança nunca está equilibrada, sempre pesa para um lado ou outro.

Não acredito que isso seja uma questão de gênio ou de características, acho que é mais uma questão de posicionamento! Pessoas como eu, nunca estão em cima do muro e nunca passam a mão na cabeça dos outros, pessoas como eu, são leais e letais! Pessoas como eu, nunca entram na vida de alguém sem trazer um pouco de tempero – geralmente carregado na pimenta – são pessoas provocativas, polêmicas e intrigantes. Estamos sempre à margem das regras. Tripudiamos com elas! Tripudiamos com nossas medíocridades e sentimentos.

Nunca estamos realmente felizes ou realmente tristes e nunca em hipótese alguma nos deixamos realmente influenciar, embora muitas vezes pareça que estamos nos rendendo a isso ou aquilo. Somos tinhosos e persistentes e não exitamos quando o assunto é o que queremos. Firmes e até duros, mas sem medo de chorar tudo o que for preciso.

Mas também, nunca esperem de nós, os tais que nascemos para o anonimato, palavras falsas ou meios sorrisos, nunca esperem de nós imparcialidade ou hipocrisia, somos feitos de sangue quente, de destinos previsíveis, somos capazes de grandes atitudes insólitas. Mas não nos subestimem jamais, pois somos principalmente agressivos quanto aos nossos desejos e incansáveis em nossos ideias. 

Decidam se conseguem conviver com o que somos! Com o que sou!

 

“Tão bom morrer de amor e continuar vivendo” – Mario Quintana março 3, 2010

Filed under: Desejos — Manu Parise @ 3:23 am
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“Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais  profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional…”

Carlos Drumond de Andrade

Ontem estava em casa conversando com minha mãe e minha irmã e falávamos de futuro, de amores do passado, do presente, e me veio um enorme vontade de escrever sobre o tema, algumas questões iniciais surgiram…
O que é o amor?
Qual a diferença entre amor e paixão e como reconhecê-los?
Quando nos sentimos devotados a alguém devemos nos abrir e deixar que o outro nos veja despidos da couraça que nos protege no dia-a-dia?
Devemos dizer “eu te amo”?
Até que ponto a paixão pode se tornar amor e até que ponto o amor não se torna comodidade?
“Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?”

Fernando Pessoa

Estive filosofando sobre essas questões com relação à minha – nem tão vasta – experiência de vida e percebi que é muito mais complexo do que podia imaginar, quantos poetas já se questionaram sobre o amor? quantos filosofos já o fizeram? No entanto alguns deles morreram sozinhos e com a visão romantica e triste do conforto em ter um amor platônico, é tão mais fácil amar a distância, amar aquele ser como algo divino e desprovidos de sexualidade, quando éramos adolescentes todos nós tivemos aquele amor platônico que nos incentivava a sermos melhores e como sofríamos em silêncio sem que o nosso objeto do amor sequer soubesse que assim o era.
Quantos de nós não sentimos vontade de sermos acometidos por aquela coisa chamada paixão? A sensação de perder o folego, que faz os mais eloqüentes gaguejarem, aquele momento em que se sente frio e calor e cócegas, tudo ao mesmo tempo, em que ficamos ansiosos para estar perto, e quando perto, não conseguimos tirar os olhos daquela pessoa, deixamos de sentir um vazio no peito que é inerente à condição humana, esses sentimentos e sensações nos preenchem, fazem todas as manhãs serem coloridas e todos os problemas serem pequenos, nos torna cegos, nos dá coragem para qulquer coisa, quem em sã consciencia, nunca desejou perder-se para se encontrar?
Mas ai, nesse ponto, me passa pela cabeça o quão efemeros são esses sentimentos, essa paixão que chega de sopetão, igualmente rápido vai embora, cabe a nós cultivarmos a paixão para transformá-la em amor?

 

Por mais dias de sol! fevereiro 26, 2010

Filed under: Cotidiano,Uncategorized — Manu Parise @ 1:01 am
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Será que sou só eu que tenho a impressão de que o tempo está voando?!?!

Nossa! Parece que foi ontem que o ano começou, parece que acabei de chegar das férias, não fosse o já tão conhecido cansaço, até acharia que estou ficando doida, mas realmente, mais um mês do ano de 2010 acabou! Já são 2! Tantas coisas a fazer e tão pouco tempo…

Existem dias e dias e tenho certeza que Albert Einstein, estava em um desses momentos de incredulidade quando teorizou que o TEMPO É RELATIVO, para nos mostrar a não existencia de tempo absoluto para todo e qualquer referencial.

Já repararam como o tempo passa rápido quando temos milhares de tarefas a realizar ou quando estamos nos divertindo e, lento quando não há nada para fazer ou quando é chata a tarefa?! Por que não o inverso?! Eu chego da academia, tomo banho, deito na minha cama para ver um filme ou uma série e é como se viesse alguém e desse com um taco de baseball na minha cabeça, durmo na hora, apago, nem lembro o q tinha que fazer, não acordo nem se derrubarem o prédio. Mas como explicar que posso passar tranquilamente a noite todinha acordada e ainda ir trabalhar cedo no dia seguinte, se estiver me divertindo?!

É óbvio, depende do interesse na atividade, companhia ou seja lá o que for…

Como são bons esses dias em que o tempo voa prazerosamente, dias que mesmo chuvosos, são de sol, preenchem nossa alma de calor, de alegrias… Como é bom tirar o pé da cama de manhã tendo a certeza de que será um bom dia e nada que aconteça nos fará mudar essa impressão… Por mais que tentem, em alguns dias nada nos atinge, nada nos irrita ou atrapalha… é incrível!!!

Hoje eu acordei assim… Ensolarada! Motivo? Hmmm deixe-me pensar…

TODOS! Estou viva, saudável, gosto de mim mesma, sou auto-crítica e verdadeira comigo mesma, tenho um emprego – que embora não seja o melhor do mundo – me dá tranquilidade, tenho pais e uma irmã que eu amo com todas as minhas forças e por quem sou capaz de qualquer coisa, tenho amigos que são SENSACIONAIS… Por que não sorrir?

Falta de grana? E daí?! Existem tantas coisas BOAS para fazer que nem exigem muito dinheiro…

Falta de namorado? WTF! Isso não é realmente um enorme problema não é? Levemos em consideração as tais escolhas individuais…

Aqueles kilos a mais?! Que se dane! Sou feliz assim, me sinto gostada, satisfeita com minha personalidade e com todo o resto…

Mudaria algo? Claro! Todo mundo sempre tem algo que mudaria! Se eu falar o que, alguns amigos me enforcam… rs rs… Mas enfim, mudar nunca é negativo, pode ser construtivo, pode ser mais do que inteligente!

Quem é fanático pela internet levanta a mão!  Mas alguém além de mim já sentiu a sensação de arrancar um sorriso orgulhoso da pessoa do outro lado do micro? Como é bom receber aquela resposta contida, que exala felicidade e satisfação! Como é bom saber que o que pensamos ou desejamos, faz alguém feliz do outro lado… Que alguém dá valor aos nossos pensamentos e a todo o resto! Quero mais dias de sol como este, mais dias nos quais tudo nos faz felizes, em que todos os momentos são carregados de cores! Como é bom saber que possuimos as pessoas por inteiro e igualmente as rédeas das nossas vidas!

Estou lançando o movimento intimista por mais dias de sol!

[Ouvindo: Lenine – Jack soul Brasileiro]

 

O monstro verde do ciúme fevereiro 20, 2010

Filed under: O bem e o mal — Manu Parise @ 12:04 am
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Assistindo à um filme (daquele tipo que assisto quando estou carente, de TPM ou decepcionada, não contendo nada que exija grandes reflexões, mas sim FINAIS FELIZES… BEMMMM AÇUCARADOS), em uma cena uma personagem se diz tomada pelo monstro verde do ciúme, é claro, adotei permanentemente essa expressão em minha vida!

Não acho que me enquadre no perfil ciumenta, até porque considero ridículas aquelas pessoas que cometem crimes passionais, que fazem escândalo em todos os lugares possíveis e imagináveis, que proíbem seus parceiros de sair com os amigos ou de receber ligações…

Mas sou humana, é claro que um pouco de ciúme sempre aparece diante dos meus olhos, chego a dizer, embora certamente muitos discordem de mim, que um pouquinho de ciúme é bom! Não aquele ciúme descabido, nada sufocante, mas aquela intenção de cuidado, de proteção, acho que esse tipo de “ciuminho” apimenta a relação, nos faz sentir gostados, valorizados…

Tá! Tudo bem! Eu sei que o ciúme é uma “faca de dois gumes”, podemos a qualquer momento perder o controle de tudo, mas às vezes é inevitável sentir…

Sendo honesta, não ligo de uma mulher olhar para o homem que está ao meu lado, não ligo se ficar de graça… Porque afinal, se ele estiver comigo é sinal de que escolheu assim e não tenho motivos para me preocupar. Mas de verdade, o que me tira do sério é perceber que a coisa está ficando séria ou que a brincadeira está passando dos limites do que EU posso aceitar, ou até mesmo, que estou fazendo aquele papel de boba, de quem não percebe as coisas ao redor. Nós mulheres, ou melhor, nós seres humanos, não gostamos de concorrência nos assuntos do coração! Gostamos de nos sentir seguros e desejados…

No entanto, pensando por outro lado, existe também uma outra questão, a exposição, algumas vezes em meus relacionamentos, me senti incomodada com algo que li ou fiquei sabendo e fui taxada de ciumenta, mas a grande questão não é o que está escrito ou o que foi descoberto, mas sim a forma como é recebido pela pessoa que está conosco e mais ainda, o motivo que levou esse outro alguém a tomar a atitude que nos deixa enciumados…

Inevitavelmente, as reações sempre provêm de alguma ação e se desestimulada, a outra pessoa cansa de agir e, então encerra-se nesse ponto o constrangimento desagradável…

Mais do que tudo, acredito na honestidade e na verdade de um relacionamento, então pergunto: Por que não dizer à pessoa de quem gostamos ou temos interesse, que sentimos ciúme? Por que não dizer que nos desinteressamos dele (a) em detrimento de um outro alguém? Por que mentir, enganar? Por que tentar ludibriar com meias verdades? Por que agradar quando não estamos interessados?

Quando uma pessoa se envolve com outra, presume-se que desta relação ambos tenham suas próprias expectativas, mas por que não deixá-las abertamente claras sobre a mesa?

Sim, sem duvida sou uma mulher moderna e encaro os relacionamentos de uma forma peculiarmente minha, mas caio na mesmice – ou senso-comum, como quiserem chamar – de acreditar que todo relacionamento deve ser respeitado e levado a sério dentro da forma como se propõem a existir. Estou errada? Acho q não!

Independente de qualquer outro fator, o ciúme nos coloca em situações delicadas, nos cega momentaneamente para questões de maior importância, nos faz agir por impulso, nos faz questionar coisas às quais não temos direito de questionar, nos faz magoar as pessoas que gostamos… Definitivamente é o monstro verde, aquele bem feio, incomodo, repugnante, malvado e desfigurado! Digno de qualquer pesadelo infantil! Mas como correr para a cama da mamãe com essa idade? Não dá!

O jeito é encarar o pesadelo, enfrentar o monstro e nocauteá-lo, pedindo desculpa à pessoa que ouviu os “bitch fit” (essa foi pra Mary) que demos indevidamente, parar para ouvir o que o outro tem a dizer, pois algumas vezes – poucas {ta, isso foi maldade}– a justificativa é válida e convincente.

E mais do que isso devemos ser verdadeiros com nossos sentimentos, expor de maneira educada porém direta e assim, demonstrar e reafirmar como aquela pessoa é importante para nós, ao ponto de nos deixar inseguros e de nos fazer perder a cabeça, mesmo que por apenas um instante.

Ciúme é um saco! Para quem sente e para quem é o “objeto” dele!

Não quero nunca mais sentir isso! {Doce Ilusão!}

 

Doces Armadilhas fevereiro 17, 2010

Filed under: Desejos — Manu Parise @ 11:26 pm
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Favorite Song! Diva Absoluta…

Correndo o risco de parecer um post melancólico, vim aqui porque algumas coisas não me saem da cabeça. Estou feliz e isso é fato… Não da forma como pretendia há uns meses atrás, mas da forma como foi possível estar de acordo com os acontecimentos da vida…

Parei para pensar como são engraçadas as armadilhas do coração, revivi mentalmente alguns momentos peculiares da minha vida afetiva e não pude deixar de notar que mesmo contrariando o que todos me diziam à época, tentei ressucitar um amor do passado, daquele avassalador que nos faz desejar voltar no tempo e corrigir os erros, só pelo prazer de ficar em meio ao abraço daquela pessoa.

Durante meses batalhei para provar que não cometeria mais os mesmos erros do passado, insisti, estive presente, constante, entregue e, tudo o que consegui foi um belo e cruel fracasso. Compreendi que algumas situações nunca passam e que o amor não nos muda, melhor guardar na memória aquele tempo em que eramos felizes sem grandes batalhas, regozijando-nos nas pequenas felicidades, como nadar na lagoa, deitar em uma rede e até passar uma tarde no parque.

Aceitei a derrota, pois não adiantava mais lutar, no amor, não vale apenas a vontade de uma pessoa, mas sim de ambas, mas o sentimento que é forte, sobrevive, mesmo que adormecido e magoado.

Muitos de nós já viveram aquele amor impossível não eh? Impossível? Será que seria este o termo correto?

Quantos de nós já não nos apaixonamos por alguém que nos parecia improvável, que sequer nos dava abertura para aproximação? Mas o mundo dá muitas voltas e quando deixamos de desejar aquela pessoa, ela passa a nos notar… Nunca há de fato o encontro definitivo, a admiração persiste, permanece intacta e até aumenta, mas o encontro torna-se cada vez mais dificil, como se o tempo possível já tivesse ficado para trás…

Quantos já se tornaram lindos amigos pois o amor foi inviável…. Será que vale a pena mais uma tentativa? Mais uma aproximação? E quando nos pegamos apaixonados por alguém que mal conhecemos? Quando sentimos a respiração ofegante, um calor latente, aquela ansia de correr para alguém?
Eu desconfio dessa “paixonite” e por vezes corri dessa sensação – pois é mais do que um sentimento – desesperada por não enfrentar as consequencias que isso acaba trazendo… Mas como é bom sentir… Como é bom desejar alguém e pensar nesse alguém todos os dias, pelo menos uma vez ao dia, aquele pensamento que nos preenche de qualidade e felicidade…

Depois de alguns anos, alguns relacionamentos maravilhosos, alguns frustrantes e alguns que nunca deveriam ter acontecido, percebo que não sei de nada, que nenhum amor é totalmente cegante e nem todos os amores acabam! Sim, eu acredito que se possa amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo, pois existem muitas formas de amar… O amor se adapta, transcende…

Nem sempre se acaba um relacionamento por falta de amor, as vezes se acaba justamente pelo excesso!

Hoje estou solteira, pois sozinha dá uma conotação bem diferente, e sou feliz! Não que eu não sonhe com o meu sapo (Afinal os principes são chatos e metidos), mas não estou á procura dele, conheci pessoas maravilhosas que sempre estarão em meu coração com um amor absoluto e dedicado, alguns escondidos sob a fachada de ex- namorados, alguns sob a fachada de melhores amigos, mas sempre amores genuínos.

E de todos esses amores um em especial me tira o sono e me confunde a cabeça, aquece e esfria meu coração, esse me faz ver coisas sob nova perspectiva, me faz absoluta e feliz… E de todos é o que eu menos desejo testar levando ao limite do controle, limite tênue por sinal, é o que eu não desejo transformar em paixão e que me satisfaz como é. Talvez por medo, confesso!  Medo de enfrentar os “nãos” possíveis, medo de perder o amigo fiel e incansável… Medo de verdade, sem apologias!

O importante é ser feliz não é? Como não ser feliz com a vida? Com as possibilidades? Com as noites mal dormidas na companhia de alguém especial? Com os beijos quentes e carinhosos naquela boca que nos preenche os lábios?

Como é bom cais nas doces armadilhas do amor e errar amando… e VIVER AMANDO!

Mais um presentinho… Nem se compara à Diana Krall, mas eu amo a música!

 

Gotinhas de felicidade… fevereiro 2, 2010

Filed under: Cotidiano — Manu Parise @ 1:02 pm
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Chovia lá fora…. e aqui dentro de mim, choviam pequenas gotinhas de felicidade…

Como é bom sentir o gostinho da dúvida às vezes… Sentir aquele friozinho na barriga… aquela sensação de torpor… aquela ansiedade contida…. os ponteiros do relógio que parecem andar para trás…

Estamos tão acostumados com os absurdos da vida que passamos inevitávelmente a esperar pelo pior das pessoas sem surpresas, mas quando somos privilegiados com alguém que nos faz rir, que nos faz sentir tranquilos, que não nos trata como um qualquer, até estranhamos…
Às vezes me pego confusa em relação a alguém que não me trata da forma esperada, e essa confusão é tão boa…
Ontem passei a noite me perguntando uma série de coisas e pensando em outras tantas, quase não dormi, mas é engraçado como fico insegura quando passo por situações inesperadas – não costumo ser insegura… Como saber qual passo dar a seguir? Como saber qual a atitude correta?
Seria aquela que nos manda o coração? Ou seria aquela que nos manda a cabeça? Esperar? Seguir em frente? O que fazer quando se fica na melhor duvida de todas?
Sim! Sou uma sonhadora! Daquelas mais incuráveis que existem! Mas vivo o presente com toda a intensidade que me é permitido ter…
E sem correr risco de ser taxada de boba, até porque tanto faz o que qualquer um pense de mim, amo cada momento de olhares silenciosos, mesmo que breves, de palavras não ditas, cada momento de sorrisos gostosos, rubores, como são bons os pequenos afagos, aquele toque que fica perdido e prolongado em meio a uma conversa…
Como são bons esses momentos… tão simples, tão singelos e tão poderosamente inexplicáveis…
Um beijo… Um abraço… Um até breve… Um sorriso… e o que pensar?

“Posto que é chama, que seja eterno enquanto dure”

Se durar, se repetir, puder ser revivido, que assim seja, e será delicioso, mas se não mais existir, será um breve momento em que cada gotinha de felicidade foi perpetuada… O suficiente para um dia seguinte de sol…

Hoje não estou com cabeça para filosofar demais… ouvindo :