Badu's caos!

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A vida nos recompensa… abril 19, 2010

Filed under: Desejos — Manu Parise @ 4:50 pm
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Eu disse esses dias à uma amiga através do orkut aquele famoso dito popular de que “após a tempestade sempre vem a bonança”, é engraçado como pensar nisso nos dá um alívio momentaneo, talvez pela certeza de não há mal que nunca acabe.

No momento mais dificil da minha vida, eu pude ver o quanto meus amigos se importam e se preocupam comigo, pude ver o quanto sou forte para enfrentar o medo e o quanto sou firme para tomar as providencias que se façam necessárias, aprendi que independentemente dos meus medos ou defeitos, nunca ficarei sozinha porque tenho uma irmã maravilhosa a quem eu amo sem ressalvas, porque minhas melhores amigas são minhas confidentes e meus ombros favoritos, porque meus amigos me enchem o saco e me zoam mas no fundo sei que posso contar com eles assim como eles comigo!

Depois de tudo o que eu vivi nos ultimos tempos, no último ano para ser específica, tudo o que eu mais quero é sossego, é curtir as coisas da minha vida conforme elas se apresentam… Acho que todos passam pela fase da loucura desenfreada e talvez no fundo seja da minha natureza ir contra os padrões, mas uma hora é preciso parar e tranquilizar a vida.

Não sou mais a moleca que era aos 20 anos, não quero mais ficar perdida pelo mundo aprontando ou ficar solteira para curtir a vida, por que não curtir ao lado de uma pessoa que me faça bem e que me aceite como sou? Por que não dividir todo o carinho e amor que tenho em mim como alguém que me trate com reciprocidade? Por que não me entregar mais uma vez e quem sabe não seja a ultima?!

Perdi minha mãe, mas de repente será que ela não está lá em cima olhando por mim?! Esse presente que eu ganhei, é tão bom que nem consigo entender ou acreditar que seja real… só mesmo com uma ajudinha! Sei lá…

Esse post na verdade não tem nada de filosofico ou rebuscado, são palavras jogadas em uma mente tão atônita e cansada que nem ao menos consegue formular uma cronica de sua propria incapacidade de entender o que acontece.

Não sei se isso tudo vai acabar, não sei se é real (ainda não consigo acreditar 100%), não sei se não ovu me machucar mais uma vez, não sei se dev agir assim ou assado para não assustar, não sei se devo ser a Manuela normal ou se devo tomar certos cuidados… Só sei que tudo mudou da agua para o vinho, só sei que tudo em que eu acreditava foi repensado e questionado por essa mente que exige novas respostas.

Só quero ser feliz, só quero viver uma coisinha breve e delicada que se chama vida e ter nela amor, saúde, paz, alegria, brigas, reconciliações e tudo o que lhe é intrínseco. Tudo o que quero é amar e ser amada, ser feliz… ter uma familia… um cachorro… Quem não quer isso lá no fundo?!

Eu estou sim boba, de um jeito que nunca fiquei, confesso! Mas estou tãoooo feliz que nem cabe em mim… Estou absolutamente apaixonada e espero que isso dure e amadureça!

Não importa quanto perdemos, sempre surge algo para nos fortalecer e alegrar, a vida semre nos recompensa de alguma forma! Naquele que certamente seria o pior aniversário da minha vida eu recebi um presente maravilhoso… Que ironia!

ai ai….

(Mãe continua olhando por mim… está funcionando até agora!)

 

Reaprendendo a caminhar… abril 8, 2010

Filed under: Cotidiano,Fotos e Afins — Manu Parise @ 11:35 am
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Minha mãe quando tinha a minha idade!

 

Esse post demorou dias para ser escrito…

Faltava palavra, faltava atitude, faltava uma série de coisas que precisava para recomeçar, para retomar esse blog que para ser honesta, já nem sei mais se tem sentido, ou se tem mais do que antes.

Me perdoem os que criticam a insegurança, mas inevitavelmente me sinto assim, na verdade é muito dificil reaprender a caminhar depois de 24 anos, muito dificil viver sem saber se haverá alguém para nos dar aquela crítica construtiva ou nos dar aquele abraço apaziguador.

O pior é saber que não posso pedir ajuda áquela pessoa mais sábia e mais experiente que eu, ter que resolver tudo, buscar todas pendencias, fazer as enormes arrumações sem alguém que me aconselhe como fica melhor no dia-a-dia.

É engraçado, achei que seria diferente passar por isso, não chego a me sentir infeliz, mas existe um vazio tão grande, olho no celular e simplesmente não recebo mais as 25 mil ligações por dia só para dizer: “Oi filha! Como você está?”, antes assistia à novela das 8, não porque me interessasse, mas era mais uma coisas para fazer junto com ela, agora faço questão de mudar de canal quando acaba o jornal nacional.

Ir no supermercado então, acho que é a tarefa mais dificil, ninguém para dizer: “Manuela, não compra isso que não é saudável, larga o doce, pega os pães mais moreninhos, nada daqueles branquelos que você gosta! Filha, pega um pacote de biscoito de polvilho”. Eu estive duas vezes nos ultimos dias no mercado e as duas vezes mal consegui conter as lágrimas q insistiam em cair. Como é difícil!

Mas em compensação, encontrei fotos incríveis da familia, algumas amostras das milhares de coisas que ela fez durante a vida para tocar essa familia e levar a vida adiante. Aliás esse é um capítulo à parte: “tudo o que ela fez na vida”

Estive repassando alguns momentos da nossa familia e notei como ela enfrentou dificuldades e em como foi forte para superá-las: Quase morreu no nascimento da minha irmã, teve que fazer artesanato para fora sob luz de abajour para ajudar a comprar os remédios para minha irmã, lidou com a febre reumática que minha irmã teve aos 12 anos e corria risco de vida, ajudou meu pai quando ele foi operado do cérebro, passou os 9 meses da minha gravidez achando que poderia ter um bebe com problemas devido à idade, nem tomava remédio para dor de cabeça com medo que algo me acontecesse, cuidou da minha avó a vida toda, aliás ela era a mãe da minha avó também….

Tantas coisas que fez para nos sustentar: artesanatos em madeira, peças lindas feitas com pirografos e pintas com tinta de automóvel, malhas de lã, cachecóis, bordados diversos, bicos de crochê, vendeu roupas durante anos, vendeu imóveis durante anos, mas sempre foi sem sombra de dúvidas uma mulher com talentos delicados, uma artista.

Vivia desenhando  sempre caprichosa inventando algo para se distrair, costurava coisas lindas, que falta sinto de chegar em casa e vê-la na máquina de costura super moderna que ganhou da minha irmã, toda estusiasmada pois tinha descoberto uma nova maneira de trabalhar com ela.

Agora, como era mimada essa menina, como reclamava de barriga cheia, vivia pedindo um sapato novo, uma bolsa cheia de história, relógios então, milhares, nem um caminhão dá para levar as coisas dela embora… Encontrei jóias desenhadas por ela, exclusivas!  Peças incríveis de um bom gosto impressionante. Só minha mãe mesmo viu!

Mesmo com a revolta que eu sinto – que é grande demais – ainda assim, só consigo pensar nela com bons olhos, só consigo tocar no seu nome com saudade, com uma admiração inexorável, nada do que ela tenha feito, nada do que tenha dito, nada do que tenha vivido me magoa ou envergonha, tudo nela era puro amor por minha irmã e por mim, tudo nela eram boas vibrações.

E tudo em mim é saudade da mãe perfeita, da amiga incansável, da artista indescutivel e da mulher maravilhosa que ela sempre foi, quem teve seu amor – e foram tantas pessoas que ela “adotou” – jamais irá esquecê-la e isso me consola.

Nós que ficamos, lamentamos apenas que ela não tenha tido a oportunidade de fazer para nossos filhos o mesmo que fez para todas as crianças que nasceram na familia, que não tenhamos ficado com praticamente nada dos seus trabalhos tão arduos, ela nunca pensou realmente nela, tudo era por nós e para nós!

E fica o amor e a saudade e a certeza de que ela teve a vida plena, embora tenha passado por dificuldades que nem ouso citar aqui, foi uma mulher extremamente feliz, brincalhona, alegre, nunca desistiu de viver e presentou a nós filhas, com todos ensinamentos mais valiosos e com todo o carinho que era possível alguém sentir por outra pessoa.

Encerro aqui os comentários sobre ela ou sobre sua morte, pois uma nova vida começou e agora preciso pensar em superação. Mas saibam que tudo o que eu sou, sem exceção, é produto do que eu tive de exemplo através dela!

 

Admirável notoriedade (Ou anonimato) março 18, 2010

Estive pensando em como é engraçado esse contexto de admiração, às vezes conhecemos uma pessoa há anos e não a admiramos e alguém que conhecemos ontem nos causa tamanha admiração que fica dificil não expressar…

É claro que é relativo, pois cada indíviduo tem seus aspectos próprios que mais nos atraem ou afastam, cada um gosta de coisas diferentes é claro! Mas já me peguei, algumas vezes, admirando em alguém aspectos que antes me incomodavam e é impressionante como as atitudes das pessoas nos fazem ver as coisas sob uma nova perspectiva.

Aprendi a apreciar indivíduos com características bem fortes e marcantes, pessoas que falam o que pensam sem medo de serem julgadas, pessoas que fazem o que tem vontade independente dos obstáculos, como é bom conversar com pessoas eloquentes, como é bom ler textos bem escritos nos blogs dos amigos, como é maravilhoso conviver com pessoas espontâneas que fazem piadas das adversidades e não se deixam abater. Que se esforçam para atingir seus objetivos, mesmo que não sejam tão louváveis assim…

Às vezes detalhes ínfimos já são por sí só o tempero dessa admiração que tende a crescer a cada pequeno gesto, a cada pequeno olhar, uma frase bem colocada, um sorriso silencioso, um afago despreocupado… Mensagens inesperadas de bom dia!

Não sei se sou neurótica – é bem provável! –  mas às vezes fico triste quando o celular não toca, quando não tem mensagem, quando o msn está sem nenhuma janelinha aberta, acho que nesses momentos me sinto realmente solitária. É tão bom receber, quando menos esperamos, aquele sinalzinho de mensagem no celular, não importa se é um “bom dia”, um “oi tudo bem?”, o que importa é a lembrança, o fato de naquele momento, passarmos despreocupadamente pela cabeça de alguém que realmente e singelamente se importa.

Mais gostoso ainda é quando esse remetente da mensagem é alguém a quem consideramos – por preconceito admito – improvável de fazê-lo. Tão bom ser surpreendido com ações provenientes de pessoas que não podíamos imaginar.

O engraçado é que justamente, são nesses momentos que conhecemos as pessoas, nesses momentos percebemos a essência de cada ser humano, através dos pequenos sinais aos quais estão aptos a transmitir. E esses sinais são tão importantes.

Os sinais são fundamentais para as relações humanas, nos mostram o momento certo de avançar e o momento ideal para “pisar no freio”. Nos mostra o quanto subestimamos outros indivíduos, nos mostra o quão fracos podemos ser diante da dor ou felicidade alheia.

Sim! Felicidade! Por que ficamos constrangidos diante da felicidade alheia? Por que ficamos constrangidos diante de um casal de namorados se beijando? Por que ficamos constrangidos de sair por ai sem uma companhia, quando na verdade o que queremos é estar sozinhos naquele momento?

O fato é que existem pessoas que incrívelmente despertam nos outros essa admiração, parece que exalam essas qualidades e se tornam pessoas naturalmente interessantes. Conheço pessoas assim! Mais de uma até! É incrível! Conheço pessoas que aonde vão chamam atenção. Os outros olham com encantamento sem nem ao menos conhecer, não que sejam perfeitos, ou façam o tipo impecável, pelo contrário são pessoas normais, com defeitos e qualidades, com características próprias e em particular algumas que até causariam estranheza nos com mente menos aberta.

Mas contrariando as expectativas, o primeiro olhar é sempre de admiração e curiosidade, mesmo que em seguida o comportamento ou a educação não sejam agradáveis como imaginavam. Que inveja! Rs rs…

Eu, particularmente, nunca causei esse tipo de olhar, sempre fui do tipo que atrai primeiros olhares negativos, sempre causei nas pessoas impressões bem diferentes do que sou, sempre ganhei antipatia e as pessoas sempre me taxaram como metida, como aquela garota fresca e chata.

Os amigos que fiz ao longo da vida, sempre precisaram quebrar este tabu inicial e olhar mais atentamente para uma amiga diferente, dedicada e engraçada. Mas em compensação esses amigos são para sempre, mesmo que tenhamos que lidar com a distancia ou outros impecílios.

Existem pessoas, como eu costumo observar, que nasceram para serem amadas por todos, respeitadas, idolatradas, existem pessoas que nasceram para o mundo… Que nasceram para brilhar… E existem pessoas, como eu, que nasceram para poucos e bons, para o anonimato, pessoas que ao longo da vida, são odiadas sem porquês,  e igualmente amadas, pessoas que nunca estão com o saldo positivo, a balança nunca está equilibrada, sempre pesa para um lado ou outro.

Não acredito que isso seja uma questão de gênio ou de características, acho que é mais uma questão de posicionamento! Pessoas como eu, nunca estão em cima do muro e nunca passam a mão na cabeça dos outros, pessoas como eu, são leais e letais! Pessoas como eu, nunca entram na vida de alguém sem trazer um pouco de tempero – geralmente carregado na pimenta – são pessoas provocativas, polêmicas e intrigantes. Estamos sempre à margem das regras. Tripudiamos com elas! Tripudiamos com nossas medíocridades e sentimentos.

Nunca estamos realmente felizes ou realmente tristes e nunca em hipótese alguma nos deixamos realmente influenciar, embora muitas vezes pareça que estamos nos rendendo a isso ou aquilo. Somos tinhosos e persistentes e não exitamos quando o assunto é o que queremos. Firmes e até duros, mas sem medo de chorar tudo o que for preciso.

Mas também, nunca esperem de nós, os tais que nascemos para o anonimato, palavras falsas ou meios sorrisos, nunca esperem de nós imparcialidade ou hipocrisia, somos feitos de sangue quente, de destinos previsíveis, somos capazes de grandes atitudes insólitas. Mas não nos subestimem jamais, pois somos principalmente agressivos quanto aos nossos desejos e incansáveis em nossos ideias. 

Decidam se conseguem conviver com o que somos! Com o que sou!

 

Redoma! março 17, 2010

Filed under: Desejos — Manu Parise @ 6:45 pm
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Após um longo e tenebroso inverno sem oportunidade para escrever aqui, hoje estou finalmente arrumando um breve espacinho de tempo. Tantas coisas para dizer, tantas coisas passaram pela minha cabeça nos últimos dias…

Como é dificil entender algumas coisas que acontecem com a gente não é? Às vezes o cotidiano nos engole, faz com que acabemos nos sentindo marionetes, mas quem nos comanda?! Esses dias, diversas vezes me peguei parando de estudar para pensar nas coisas ao meu redor e tantas vezes me desconcentrei que fiquei revoltada comigo mesma por não conseguir focar no que precisava ser feito.

Às vezes me questiono por que certas coisas só acontecem comigo, mas paro e concluo que na realidade não acontecem só comigo, talvez meu grande problema seja a insatisfação, ou talvez esse não seja o termo, mas aquela sensação de não saciedade, as coisas talvez nunca durem o tempo que deveriam ou que eu gostaría que durassem, são boas, plenas, me deixam regozijada, mas passados um ou dois dias, começa aquele desejo por mais, aquela vontade de fazer denovo, de ter denovo.

Será que todos somos assim?

As coisas que são intensas não deveriam nunca acabar, deveriam poder fazer parte de nossa vida todo o tempo indescriminadamente, não deveríamos ter que deixá-las do lado de fora por muitas vezes, mas em um contra-ponto  aos meus argumentos penso que essa intensidade talvez tenha me feito mais ansiosa, pois ao conhecê-la, ao vivenciá-la, fica dificil não desejá-la com todas as forças.

Tenho de fato negligenciado algumas coisas importantes em minha vida ao longo dos ultimos meses, talvez até do ultimo ano, tenho vivido em uma espécie de casulo, talvez com medo de sentir de fato essa intensidade, tenho brincado de viver… Fico pensando em quantos finais de semana poderia ter saído, me divertido, dado boas risadas e não o fiz por receio disso ou daquilo.

Quantas pequenas loucuras deixei de fazer por medo das consequencias?! Quantos amigos deixei de procurar por vergonha de assumir minha condição intimista neste momento? E isso tem me feito mal!

Tenho ficado em uma redoma, que eu mesmo criei! Uma redoma que fiz impenetrável, que impede grandes sentimentos, grandes sensações! Talvez eu tenha me tornado um zumbi! rs

Não! Brincadeira! Também não estou morta não é?! Mas o fato é que diante de tanto comportamento impecável, quando cometo algum deslize me parece enorme! Dá aquele gostinho de fazer algo prazeroso só por fazer e isso acorda dentro de mim o monstrinho bagunceiro e desregrado, começa a dar aquela vontade de fazer tudo junto ao mesmo tempo…

Bons tempos aqueles que eu estava sempre com a sensação de cansaço prazeroso, daquele cansaço obtido com ótimas noites mal dormidas – ou não dormidas – quando se passou um pouquinho da linha com o chopp – ou tequila-, quando se comeu demais no churrasco, nossa e as dores na perna no dia seguinte de uma boa noite de balada?! Chegar em casa acabada de tanto curtir a musica e dançar até não aguentar mais?! Que tudo!

Saudade dessa sensação de ter feito tudo, estar cansada e ainda conseguir fazer mais um pouquinho! Saudade de dar gargalhadas até doer a barriga pq os amigos loucos estão fazendo palhaçada!  Ou dar aquela fugidinha de casa para fazer algo sem dar satisfações a ninguem!

Pensei também em uma questão igualmente importante – CRISE MORAL:  quando vem a tão famosa crise moral, aquela que nos impede de fazer algo por não ser considerado correto, como saber a atitude que melhor cabe naquele momento?! Como decidir o que fazer? Como saber se as possibilidades são reais ou se não passam de uma brincadeira do destino? Como saber que tomar as tais decisões não pode acabar causando um sofrimento desnecessário? Ou trazer resultados irreparáveis?

Talvez eu precise me JOGAR mais na vida, parar de fugir dos problemas e partir para a tática da tentativa e acerto!

OU TALVEZ PRECISE PARAR E ME “REAPAIXONAR”!

 

“Tão bom morrer de amor e continuar vivendo” – Mario Quintana março 3, 2010

Filed under: Desejos — Manu Parise @ 3:23 am
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“Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais  profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional…”

Carlos Drumond de Andrade

Ontem estava em casa conversando com minha mãe e minha irmã e falávamos de futuro, de amores do passado, do presente, e me veio um enorme vontade de escrever sobre o tema, algumas questões iniciais surgiram…
O que é o amor?
Qual a diferença entre amor e paixão e como reconhecê-los?
Quando nos sentimos devotados a alguém devemos nos abrir e deixar que o outro nos veja despidos da couraça que nos protege no dia-a-dia?
Devemos dizer “eu te amo”?
Até que ponto a paixão pode se tornar amor e até que ponto o amor não se torna comodidade?
“Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?”

Fernando Pessoa

Estive filosofando sobre essas questões com relação à minha – nem tão vasta – experiência de vida e percebi que é muito mais complexo do que podia imaginar, quantos poetas já se questionaram sobre o amor? quantos filosofos já o fizeram? No entanto alguns deles morreram sozinhos e com a visão romantica e triste do conforto em ter um amor platônico, é tão mais fácil amar a distância, amar aquele ser como algo divino e desprovidos de sexualidade, quando éramos adolescentes todos nós tivemos aquele amor platônico que nos incentivava a sermos melhores e como sofríamos em silêncio sem que o nosso objeto do amor sequer soubesse que assim o era.
Quantos de nós não sentimos vontade de sermos acometidos por aquela coisa chamada paixão? A sensação de perder o folego, que faz os mais eloqüentes gaguejarem, aquele momento em que se sente frio e calor e cócegas, tudo ao mesmo tempo, em que ficamos ansiosos para estar perto, e quando perto, não conseguimos tirar os olhos daquela pessoa, deixamos de sentir um vazio no peito que é inerente à condição humana, esses sentimentos e sensações nos preenchem, fazem todas as manhãs serem coloridas e todos os problemas serem pequenos, nos torna cegos, nos dá coragem para qulquer coisa, quem em sã consciencia, nunca desejou perder-se para se encontrar?
Mas ai, nesse ponto, me passa pela cabeça o quão efemeros são esses sentimentos, essa paixão que chega de sopetão, igualmente rápido vai embora, cabe a nós cultivarmos a paixão para transformá-la em amor?

 

Um dia de fúria… março 2, 2010

Filed under: O bem e o mal — Manu Parise @ 5:37 pm
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Quem de nós já não teve vontade de viver “O” dia de fúria? Jogar tudo para o alto e sair por ai fazendo justiça com as próprias mãos, como o Michael Douglas no filme “Um dia de fúria”. Às vezes – confesso – perco as estribeiras e tenho vontade de enfiar a mão em alguém, claro, faz parte do stress diário, dessa sociedade hipócrita, recalcada em valores não tão plausíveis quanto parecem.

É simplesmente inevitável nos depararmos com pessoas que não só são incompetentes como também falsas, dissimuladas, rudes, grosseiras e um monte de outras coisas terríveis, mas e nós? Como somos? Nossa reação às tais pessoas, reflete exatamente isso.

Confesso que por vezes tenho vontade de virar a mesa e soltar todo o meu vasto vocabulário de palavrões cabeludos contra alguém que usa o meu nome em meio a um disse-me-disse, mas paro, reflito e em seguida, depois de muito trabalho mental e fisico, mtas musicas pesadas e horas de academia, chego à conclusão que nenhuma reação vale a pena. Em que aspecto eu seria diferente da pessoa que toma as atitudes repugnantes? Até que ponto eu não estaria agindo exatamente como ela?!

É claro que não tenho sangue de barata, mas realmente me stressar com pessoas insignificantes seria uma enorme perda de tempo. E tempo é o nosso mais precioso bem, por que não aproveitá-lo com algo que realmente valha a pena?! Por isso, saciei minha sede de fúria e sublimei isso, afinal, a melhor resposta é a indiferença…

Já passei da fase de me importar com o que pensam ou falam de mim, até porque só falamos de quem é importante para nós, e se falamos mal é porque de certa forma temos inveja, ou desejamos as características daquela pessoa. Tomei para minha vida, não falar mal de ninguém e quando tenho algo a dizer falo para o interessado, não mando recados e não abro a boca quando a pessoa não vale a pena. Até que ponto não somos julgados por agir onde os outros não tiveram coragem?!

Não temo julgamentos, porque de nada adiantam! Temo sim, que uma inverdade acabe por magoar alguém que amo – e isso geralmente acontece! Fico impressionada como as pessoas são sádicas, elas simplesmente tem prazer em causar ódio e mal às pessoas, se regalam com isso, como se fosse o alimento para a alma, se regalam em ver amizade, amores, familias destruídos. Estranho! Como um ser humano pode realmente ser assim e não sofrer?! Ou será que sofre?

Todos acabamos vez por outra magoando alguém, é um dos infortúnios na arte de viver, mas por que fazê-lo de graça?!

Só sei que nos meus curtos 24 anos de vivência- quase 25 – tenho tentado ser uma pessoa melhor, tenho tentado não persistir em meus próprios erros e aprender com os erros de quem já viveu mais do que eu e pode ensinar, graças a Deus não sou santa, inclusive estou longe disso, mas tenho tentado fazer o bem às pessoas que amo, acima de qualquer coisa, e sempre que errei com alguém foi por desejar o meu interesse acima do interesse do outro e como é ruim viver com esse conhecimento, como é ruim lidar com essa mágoa toda… não quero mais isso para minha vida!

Estou sublimando muitas coisas, entre elas as pessoas invejosas! O engraçado é que sou feliz como sou, com a pessoa na qual me tornei, nunca me achei melhor que ninguém, até porque ninguém é de fato melhor que ninguém, nunca impus que as pessoas deveriam gostar de mim ou do que penso, nem nunca destratei ninguém por prazer mas ainda assim por diversas vezes despertei esse sentimento ruim nas pessoas… Nunca vou conseguir entender essa inveja descabida, o ciúme sem razão.

Sempre quis passar por essa vida incognita, nunca desejei fama, beleza espetacular, riquezas que nem é possível dar fim… E ainda assim, já despertei esse sentimento ruim mais vezes do que gostaría.  Talvez eu tenha culpa, mas não consigo encontrar a falha que poderia gerar tudo isso.

Não sou sempre uma pessoas amorosa?! Não! Mas ninguém é! Sou amorosa com as pessoas em quem confio, as pessoas em que encontro reciprocidade, as pessoas que estão proximas a mim e para estas NUNCA faltará amor!

Amo o ser humano no geral, mas não me calo diante do que não gosto, e não me meto quando o assunto não me diz respeito, o fato, é que infelizmente, nos dá muito mais retorno ajudar um estranho, até de outro país, do que uma pessoa que vive ao nosso lado. Pois sempre existirá a duvida se a ajuda foi por falsidade ou interesse. Por que não podemos ajudar quem não é nosso melhor amigo, familiar ou namorado, sem que a pessoa pense que há interesse sob a atitude?!

Como amar o próximo sem “poréns”, diante dessa falta de credibilidade?!

Um brinde àqueles que amam incessantemente acima de qualquer outra questão cotidiana!

 

Por mais atenção às pessoas! fevereiro 27, 2010

Filed under: Cotidiano — Manu Parise @ 4:36 pm
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Hoje acordei e fiquei deitada naqueles momentos de preguiça na cama, entrei no orkut deixei uns recadinhos e fofoquei no orkut de um amigo, que resolvi não deixar recado… Dai twittei alguma coisinha e liguei a TV, claro que não estava passando nada de bom…

A unica coisa que estava passando era o filme: “5 evas e um adão”, uma comédia bem legal que eu já assisti 456 mil vezes, desliguei a TV, botei uma musica para tocar e comecei a pensar em umas coisas engraçadas…

Já aconteceu com vocês de perder o interesse por alguém do nada?

Sabe, uma vez me disseram que eu era muito volúvel, que me interessava pelas pessoas instantaneamente como se aquela pessoa fosse a única no mundo, vivia isso intensamente e igualmente rápido acabava perdendo o interesse, não acho que eu seja assim, existem pessoas na minha vida que tem um lugar de destaque chova ou faça sol. Existem pessoas por quem eu faço questão absoluta de me interessar, mesmo que o momento não seja favorável para isso, mas fazendo um retrocesso, realmente com algumas poucas pessoas eu sou assim, perco o interesse irremediávelmente.

Não porque a pessoa seja ruim ou qualquer coisa grave, não que eu nunca mais vá falar com a pessoa, até porque tem pessoas com quem eu falo pouco mas que me são muito caras e importantes, mas as vezes eu sinto que o entusiasmo por conhecer e desvendar a pessoa acabou. Nada acrescentou em minha vida, ou não fez diferença no meu coração.

É claro que sempre tem um motivo, mas normalmente os motivos são pequenos, acho que o principal deles é perceber a reciprocidade do interesse. Nem sempre uma pessoa tem por nós o mesmo grau de interesse que temos por ela, e neste caso, as respostas ficam vagas, as conversas forçadas, os encontros soam como futilidade, então porque alimentar um interesse maior?! Talvez, sejam as tais diferenças, diferenças culturais, diferenças de criação, diferenças profundas… Valores que nos são dados desde o nascimento, por nossos pais arduamente.

Minha mãe por exemplo, sempre me ensinou a demonstrar meu interesse e sentimentos pelas pessoas, me ensinou a respeitar e ser educada, me ensinou a transitar por diversos assuntos de uma conversa sem fazer feio, é claro que ninguém sabe tudo sobre todos os assuntos, mas opiniões desde que coesas, nunca são mal vistas em uma roda de amigos.

Agora, o que fazer quando não existe isso do outro lado? Quando o carinho e a conversa batem em uma espécie de muro, onde não obtemos qualquer tipo de reação? Prefiro sim as pessoas com quem existe diálogo, com quem existe discussão e até mesmo com quem existe briga, pois afinal só se briga mesmo como quem se ama, com quem se importa.

Prefiro mil vezes conversar com pessoas que perdem 2 minutos ou 1 hora formulando uma resposta ou um comentário, do que aquele que sequer se digna a responder, pois com certeza mesmo que a resposta seja critica ou desfavoravel às minhas idéias, ainda assim foi formulada com atenção e dedicação por uma mente vigorosa e pensante que ve a Manuela como alguém com quem se pode falar, ou melhor ainda, como alguém com que vale a pena falar!

Como diria meu amigo m.jr: “Orgasmos cerebrais!” – adotei essa expressão permanentemente – Como é bom falar com pessoas que nos acrescentam, como é bom gostar de pessoas que gostam de nós, como é bom brigar com quem briga de volta, como é bom observar a reciprocidade….

MSN é uma ferramenta complicada, mas é possível sim existir conversas boas, interessantes e profundas através dele, e como é bom quando isso acontece! Mas realmente o que não dá, é mandar msg para alguém e a pessoa demorar 2 horas para responder cada frase nossa – a menos que esteja ocupada e neste caso nos avisa que pode demorar a responder – ou então alguém coloca mais emoticons em uma frase do que é possível, daí o texto fica todo entrecortado com carinhas saltitantes e a pessoa do outro lado precisa suar para entender o que está escrito, ler e reler 4 vezes antes de responder pois não entendeu o que está escrito.

Pior ainda é quando depois de muito tempo, resolvemos encontrar pessoalmente alguém e então não flui a conversa, nenhuma novidade, nenhum assunto, nada do passado é relembrado, simplesmente a conversa fica truncada, por que não puxar um assunto polemico ou engraçado, só para passar aquela má impressão? Quantos de nós já não se sentiram como palhaços de circo por encontrar com alguém que a todas nossas tentativas de comunicação responde com risadas?! Que ódio!

Bom mesmo é falar com quem se digna a responder! Com quem nos desbanca em nossas teorias! Com quem nos ofende por amor e se desculpa por amor! Com quem nos chama de Imbecis de maneira carinhosa e brincalhona, só porque perguntamos o óbvio para regozijar-nos com a resposta!

Gente por que não perder mais minutos do nosso tempo, sendo incisivos com nossos amigos e afins, para que as pessoas não percam o interesse por nós, ou para que não percamos o interesse por elas?!

Movimento: Por mais atenção às pessoas! Através de conversas de toda e qualquer natureza!

[minha trilha sonora ao volante – suave né? PS: Se estivesse ouvindo isso não teria batido o carro! :(]