Badu's caos!

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Redoma! março 17, 2010

Filed under: Desejos — Manu Parise @ 6:45 pm
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Após um longo e tenebroso inverno sem oportunidade para escrever aqui, hoje estou finalmente arrumando um breve espacinho de tempo. Tantas coisas para dizer, tantas coisas passaram pela minha cabeça nos últimos dias…

Como é dificil entender algumas coisas que acontecem com a gente não é? Às vezes o cotidiano nos engole, faz com que acabemos nos sentindo marionetes, mas quem nos comanda?! Esses dias, diversas vezes me peguei parando de estudar para pensar nas coisas ao meu redor e tantas vezes me desconcentrei que fiquei revoltada comigo mesma por não conseguir focar no que precisava ser feito.

Às vezes me questiono por que certas coisas só acontecem comigo, mas paro e concluo que na realidade não acontecem só comigo, talvez meu grande problema seja a insatisfação, ou talvez esse não seja o termo, mas aquela sensação de não saciedade, as coisas talvez nunca durem o tempo que deveriam ou que eu gostaría que durassem, são boas, plenas, me deixam regozijada, mas passados um ou dois dias, começa aquele desejo por mais, aquela vontade de fazer denovo, de ter denovo.

Será que todos somos assim?

As coisas que são intensas não deveriam nunca acabar, deveriam poder fazer parte de nossa vida todo o tempo indescriminadamente, não deveríamos ter que deixá-las do lado de fora por muitas vezes, mas em um contra-ponto  aos meus argumentos penso que essa intensidade talvez tenha me feito mais ansiosa, pois ao conhecê-la, ao vivenciá-la, fica dificil não desejá-la com todas as forças.

Tenho de fato negligenciado algumas coisas importantes em minha vida ao longo dos ultimos meses, talvez até do ultimo ano, tenho vivido em uma espécie de casulo, talvez com medo de sentir de fato essa intensidade, tenho brincado de viver… Fico pensando em quantos finais de semana poderia ter saído, me divertido, dado boas risadas e não o fiz por receio disso ou daquilo.

Quantas pequenas loucuras deixei de fazer por medo das consequencias?! Quantos amigos deixei de procurar por vergonha de assumir minha condição intimista neste momento? E isso tem me feito mal!

Tenho ficado em uma redoma, que eu mesmo criei! Uma redoma que fiz impenetrável, que impede grandes sentimentos, grandes sensações! Talvez eu tenha me tornado um zumbi! rs

Não! Brincadeira! Também não estou morta não é?! Mas o fato é que diante de tanto comportamento impecável, quando cometo algum deslize me parece enorme! Dá aquele gostinho de fazer algo prazeroso só por fazer e isso acorda dentro de mim o monstrinho bagunceiro e desregrado, começa a dar aquela vontade de fazer tudo junto ao mesmo tempo…

Bons tempos aqueles que eu estava sempre com a sensação de cansaço prazeroso, daquele cansaço obtido com ótimas noites mal dormidas – ou não dormidas – quando se passou um pouquinho da linha com o chopp – ou tequila-, quando se comeu demais no churrasco, nossa e as dores na perna no dia seguinte de uma boa noite de balada?! Chegar em casa acabada de tanto curtir a musica e dançar até não aguentar mais?! Que tudo!

Saudade dessa sensação de ter feito tudo, estar cansada e ainda conseguir fazer mais um pouquinho! Saudade de dar gargalhadas até doer a barriga pq os amigos loucos estão fazendo palhaçada!  Ou dar aquela fugidinha de casa para fazer algo sem dar satisfações a ninguem!

Pensei também em uma questão igualmente importante – CRISE MORAL:  quando vem a tão famosa crise moral, aquela que nos impede de fazer algo por não ser considerado correto, como saber a atitude que melhor cabe naquele momento?! Como decidir o que fazer? Como saber se as possibilidades são reais ou se não passam de uma brincadeira do destino? Como saber que tomar as tais decisões não pode acabar causando um sofrimento desnecessário? Ou trazer resultados irreparáveis?

Talvez eu precise me JOGAR mais na vida, parar de fugir dos problemas e partir para a tática da tentativa e acerto!

OU TALVEZ PRECISE PARAR E ME “REAPAIXONAR”!

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“Tão bom morrer de amor e continuar vivendo” – Mario Quintana março 3, 2010

Filed under: Desejos — Manu Parise @ 3:23 am
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“Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais  profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional…”

Carlos Drumond de Andrade

Ontem estava em casa conversando com minha mãe e minha irmã e falávamos de futuro, de amores do passado, do presente, e me veio um enorme vontade de escrever sobre o tema, algumas questões iniciais surgiram…
O que é o amor?
Qual a diferença entre amor e paixão e como reconhecê-los?
Quando nos sentimos devotados a alguém devemos nos abrir e deixar que o outro nos veja despidos da couraça que nos protege no dia-a-dia?
Devemos dizer “eu te amo”?
Até que ponto a paixão pode se tornar amor e até que ponto o amor não se torna comodidade?
“Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?”

Fernando Pessoa

Estive filosofando sobre essas questões com relação à minha – nem tão vasta – experiência de vida e percebi que é muito mais complexo do que podia imaginar, quantos poetas já se questionaram sobre o amor? quantos filosofos já o fizeram? No entanto alguns deles morreram sozinhos e com a visão romantica e triste do conforto em ter um amor platônico, é tão mais fácil amar a distância, amar aquele ser como algo divino e desprovidos de sexualidade, quando éramos adolescentes todos nós tivemos aquele amor platônico que nos incentivava a sermos melhores e como sofríamos em silêncio sem que o nosso objeto do amor sequer soubesse que assim o era.
Quantos de nós não sentimos vontade de sermos acometidos por aquela coisa chamada paixão? A sensação de perder o folego, que faz os mais eloqüentes gaguejarem, aquele momento em que se sente frio e calor e cócegas, tudo ao mesmo tempo, em que ficamos ansiosos para estar perto, e quando perto, não conseguimos tirar os olhos daquela pessoa, deixamos de sentir um vazio no peito que é inerente à condição humana, esses sentimentos e sensações nos preenchem, fazem todas as manhãs serem coloridas e todos os problemas serem pequenos, nos torna cegos, nos dá coragem para qulquer coisa, quem em sã consciencia, nunca desejou perder-se para se encontrar?
Mas ai, nesse ponto, me passa pela cabeça o quão efemeros são esses sentimentos, essa paixão que chega de sopetão, igualmente rápido vai embora, cabe a nós cultivarmos a paixão para transformá-la em amor?

 

Um dia de fúria… março 2, 2010

Filed under: O bem e o mal — Manu Parise @ 5:37 pm
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Quem de nós já não teve vontade de viver “O” dia de fúria? Jogar tudo para o alto e sair por ai fazendo justiça com as próprias mãos, como o Michael Douglas no filme “Um dia de fúria”. Às vezes – confesso – perco as estribeiras e tenho vontade de enfiar a mão em alguém, claro, faz parte do stress diário, dessa sociedade hipócrita, recalcada em valores não tão plausíveis quanto parecem.

É simplesmente inevitável nos depararmos com pessoas que não só são incompetentes como também falsas, dissimuladas, rudes, grosseiras e um monte de outras coisas terríveis, mas e nós? Como somos? Nossa reação às tais pessoas, reflete exatamente isso.

Confesso que por vezes tenho vontade de virar a mesa e soltar todo o meu vasto vocabulário de palavrões cabeludos contra alguém que usa o meu nome em meio a um disse-me-disse, mas paro, reflito e em seguida, depois de muito trabalho mental e fisico, mtas musicas pesadas e horas de academia, chego à conclusão que nenhuma reação vale a pena. Em que aspecto eu seria diferente da pessoa que toma as atitudes repugnantes? Até que ponto eu não estaria agindo exatamente como ela?!

É claro que não tenho sangue de barata, mas realmente me stressar com pessoas insignificantes seria uma enorme perda de tempo. E tempo é o nosso mais precioso bem, por que não aproveitá-lo com algo que realmente valha a pena?! Por isso, saciei minha sede de fúria e sublimei isso, afinal, a melhor resposta é a indiferença…

Já passei da fase de me importar com o que pensam ou falam de mim, até porque só falamos de quem é importante para nós, e se falamos mal é porque de certa forma temos inveja, ou desejamos as características daquela pessoa. Tomei para minha vida, não falar mal de ninguém e quando tenho algo a dizer falo para o interessado, não mando recados e não abro a boca quando a pessoa não vale a pena. Até que ponto não somos julgados por agir onde os outros não tiveram coragem?!

Não temo julgamentos, porque de nada adiantam! Temo sim, que uma inverdade acabe por magoar alguém que amo – e isso geralmente acontece! Fico impressionada como as pessoas são sádicas, elas simplesmente tem prazer em causar ódio e mal às pessoas, se regalam com isso, como se fosse o alimento para a alma, se regalam em ver amizade, amores, familias destruídos. Estranho! Como um ser humano pode realmente ser assim e não sofrer?! Ou será que sofre?

Todos acabamos vez por outra magoando alguém, é um dos infortúnios na arte de viver, mas por que fazê-lo de graça?!

Só sei que nos meus curtos 24 anos de vivência- quase 25 – tenho tentado ser uma pessoa melhor, tenho tentado não persistir em meus próprios erros e aprender com os erros de quem já viveu mais do que eu e pode ensinar, graças a Deus não sou santa, inclusive estou longe disso, mas tenho tentado fazer o bem às pessoas que amo, acima de qualquer coisa, e sempre que errei com alguém foi por desejar o meu interesse acima do interesse do outro e como é ruim viver com esse conhecimento, como é ruim lidar com essa mágoa toda… não quero mais isso para minha vida!

Estou sublimando muitas coisas, entre elas as pessoas invejosas! O engraçado é que sou feliz como sou, com a pessoa na qual me tornei, nunca me achei melhor que ninguém, até porque ninguém é de fato melhor que ninguém, nunca impus que as pessoas deveriam gostar de mim ou do que penso, nem nunca destratei ninguém por prazer mas ainda assim por diversas vezes despertei esse sentimento ruim nas pessoas… Nunca vou conseguir entender essa inveja descabida, o ciúme sem razão.

Sempre quis passar por essa vida incognita, nunca desejei fama, beleza espetacular, riquezas que nem é possível dar fim… E ainda assim, já despertei esse sentimento ruim mais vezes do que gostaría.  Talvez eu tenha culpa, mas não consigo encontrar a falha que poderia gerar tudo isso.

Não sou sempre uma pessoas amorosa?! Não! Mas ninguém é! Sou amorosa com as pessoas em quem confio, as pessoas em que encontro reciprocidade, as pessoas que estão proximas a mim e para estas NUNCA faltará amor!

Amo o ser humano no geral, mas não me calo diante do que não gosto, e não me meto quando o assunto não me diz respeito, o fato, é que infelizmente, nos dá muito mais retorno ajudar um estranho, até de outro país, do que uma pessoa que vive ao nosso lado. Pois sempre existirá a duvida se a ajuda foi por falsidade ou interesse. Por que não podemos ajudar quem não é nosso melhor amigo, familiar ou namorado, sem que a pessoa pense que há interesse sob a atitude?!

Como amar o próximo sem “poréns”, diante dessa falta de credibilidade?!

Um brinde àqueles que amam incessantemente acima de qualquer outra questão cotidiana!

 

Por mais atenção às pessoas! fevereiro 27, 2010

Filed under: Cotidiano — Manu Parise @ 4:36 pm
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Hoje acordei e fiquei deitada naqueles momentos de preguiça na cama, entrei no orkut deixei uns recadinhos e fofoquei no orkut de um amigo, que resolvi não deixar recado… Dai twittei alguma coisinha e liguei a TV, claro que não estava passando nada de bom…

A unica coisa que estava passando era o filme: “5 evas e um adão”, uma comédia bem legal que eu já assisti 456 mil vezes, desliguei a TV, botei uma musica para tocar e comecei a pensar em umas coisas engraçadas…

Já aconteceu com vocês de perder o interesse por alguém do nada?

Sabe, uma vez me disseram que eu era muito volúvel, que me interessava pelas pessoas instantaneamente como se aquela pessoa fosse a única no mundo, vivia isso intensamente e igualmente rápido acabava perdendo o interesse, não acho que eu seja assim, existem pessoas na minha vida que tem um lugar de destaque chova ou faça sol. Existem pessoas por quem eu faço questão absoluta de me interessar, mesmo que o momento não seja favorável para isso, mas fazendo um retrocesso, realmente com algumas poucas pessoas eu sou assim, perco o interesse irremediávelmente.

Não porque a pessoa seja ruim ou qualquer coisa grave, não que eu nunca mais vá falar com a pessoa, até porque tem pessoas com quem eu falo pouco mas que me são muito caras e importantes, mas as vezes eu sinto que o entusiasmo por conhecer e desvendar a pessoa acabou. Nada acrescentou em minha vida, ou não fez diferença no meu coração.

É claro que sempre tem um motivo, mas normalmente os motivos são pequenos, acho que o principal deles é perceber a reciprocidade do interesse. Nem sempre uma pessoa tem por nós o mesmo grau de interesse que temos por ela, e neste caso, as respostas ficam vagas, as conversas forçadas, os encontros soam como futilidade, então porque alimentar um interesse maior?! Talvez, sejam as tais diferenças, diferenças culturais, diferenças de criação, diferenças profundas… Valores que nos são dados desde o nascimento, por nossos pais arduamente.

Minha mãe por exemplo, sempre me ensinou a demonstrar meu interesse e sentimentos pelas pessoas, me ensinou a respeitar e ser educada, me ensinou a transitar por diversos assuntos de uma conversa sem fazer feio, é claro que ninguém sabe tudo sobre todos os assuntos, mas opiniões desde que coesas, nunca são mal vistas em uma roda de amigos.

Agora, o que fazer quando não existe isso do outro lado? Quando o carinho e a conversa batem em uma espécie de muro, onde não obtemos qualquer tipo de reação? Prefiro sim as pessoas com quem existe diálogo, com quem existe discussão e até mesmo com quem existe briga, pois afinal só se briga mesmo como quem se ama, com quem se importa.

Prefiro mil vezes conversar com pessoas que perdem 2 minutos ou 1 hora formulando uma resposta ou um comentário, do que aquele que sequer se digna a responder, pois com certeza mesmo que a resposta seja critica ou desfavoravel às minhas idéias, ainda assim foi formulada com atenção e dedicação por uma mente vigorosa e pensante que ve a Manuela como alguém com quem se pode falar, ou melhor ainda, como alguém com que vale a pena falar!

Como diria meu amigo m.jr: “Orgasmos cerebrais!” – adotei essa expressão permanentemente – Como é bom falar com pessoas que nos acrescentam, como é bom gostar de pessoas que gostam de nós, como é bom brigar com quem briga de volta, como é bom observar a reciprocidade….

MSN é uma ferramenta complicada, mas é possível sim existir conversas boas, interessantes e profundas através dele, e como é bom quando isso acontece! Mas realmente o que não dá, é mandar msg para alguém e a pessoa demorar 2 horas para responder cada frase nossa – a menos que esteja ocupada e neste caso nos avisa que pode demorar a responder – ou então alguém coloca mais emoticons em uma frase do que é possível, daí o texto fica todo entrecortado com carinhas saltitantes e a pessoa do outro lado precisa suar para entender o que está escrito, ler e reler 4 vezes antes de responder pois não entendeu o que está escrito.

Pior ainda é quando depois de muito tempo, resolvemos encontrar pessoalmente alguém e então não flui a conversa, nenhuma novidade, nenhum assunto, nada do passado é relembrado, simplesmente a conversa fica truncada, por que não puxar um assunto polemico ou engraçado, só para passar aquela má impressão? Quantos de nós já não se sentiram como palhaços de circo por encontrar com alguém que a todas nossas tentativas de comunicação responde com risadas?! Que ódio!

Bom mesmo é falar com quem se digna a responder! Com quem nos desbanca em nossas teorias! Com quem nos ofende por amor e se desculpa por amor! Com quem nos chama de Imbecis de maneira carinhosa e brincalhona, só porque perguntamos o óbvio para regozijar-nos com a resposta!

Gente por que não perder mais minutos do nosso tempo, sendo incisivos com nossos amigos e afins, para que as pessoas não percam o interesse por nós, ou para que não percamos o interesse por elas?!

Movimento: Por mais atenção às pessoas! Através de conversas de toda e qualquer natureza!

[minha trilha sonora ao volante – suave né? PS: Se estivesse ouvindo isso não teria batido o carro! :(]

 

Procura-se um amigo fevereiro 24, 2010

Filed under: Cotidiano — Manu Parise @ 11:58 pm
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Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.

Vinícius de Moraes

(Não resisti a este texto maravilhoso, quem não deseja amigos assim? Quantos de nós encontramos ao longo da vida amigos assim? Pessoas importantes e que nos fazem amplamente felizes…. Eu encontrei! Um beijo mais do que especial aos caros e raros amigos Mary, Pedro, M.Jr., Danilo… Aos que não foram citados não se ofendam!)

 

Escolhas e erros… fevereiro 19, 2010

Filed under: Instintos — Manu Parise @ 1:43 pm
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“O ser humano vivência a si mesmo, seus pensamentos como algo separado do resto do universo – numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é uma espécie de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos e ao afeto por pessoas mais próximas. Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Ninguém conseguirá alcançar completamente esse objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior.”

Albert Einstein

É muito ruim não saber o que fazer não é?

Como praticamente todas as pessoas impulsivas, eu primeiro faço, falo e depois penso no resultado, um erro crasso, mesmo com espontaneidade, precisamos pensar antes de agir, pois nossas atitudes refletem diretamente na reação de outrem.

Mas como parar para pensar quando nossos instintos nos levam quase que magneticamente a fazer determinadas coisas?

Acredito que devemos nos posicionar diante da vida, da maneira que mais nos apraz. Talvez, ou melhor, certamente, isso trará reações e conseqüências boas e ruins, afinal não podemos e nem devemos agradar a todos – ou a muitos. Devemos sim, agir de acordo com nossas crenças, nossas perspectivas de vida, de acordo com a educação que foi dada por nossos pais, pelos valores que nos foram ensinados…

Claro que às vezes nos desviamos um pouco desses ensinamentos, cometemos nossa cota de pecados capitais – modernos ou antigos – mas como eu costumo dizer sempre, não é melhor errar tentando do que acertar fugindo?

Errar é humano! (Blá, blá… Todo mundo diz isso para se justificar)

Mas a premissa é verdadeira, o erro é intrínseco à condição humana, isso é uma forma de aprendizado e cabe a nós mesmos, diferenciarmos e aproveitarmos as situações para sairmos fortalecidos…

Não sou do tipo hipócrita! É claro que ao notar que cometi um erro, eu entristeço e me revolto comigo mesma… Aproveito todo meu vasto e rico vocabulário de palavrões e xingamentos contra mim mesma, por vezes choro (muito… sem parar… soluçando), por vezes busco a solidão, mas depois que a “poeira” abaixa, eu tento tirar minha lição da situação… Às vezes consigo, às vezes me pego cometendo pequenos erros novamente…

Mas à meu ver, o insucesso, não significa derrota, mas sim um trampolim para um acerto, futuro…

Sem deixar de lado o fato de que algumas vezes, o insucesso não se dá só por nossos erros, alguns insucessos dependem de fatores externos, outros indivíduos singulares envolvidos na história e, neste caso, aproveitamos para tentar compreender um pouco melhor o ser humano, suas reações…SUAS ESCOLHAS!

Diante das escolhas de outro indivíduo, não há muito que fazer a não ser lutar e, nessa luta acabamos errando quase como uma fórmula, afinal atitudes desesperadas ou emergenciais são passíveis de erros, mais do que quaisquer outras, ao final da batalha, não tendo conseguido reverter a escolha do outro, não há muito mais erros a cometer, a não ser os de reação…

É incrível como erramos com nossas decisões não é? E como magoamos pessoas queridas diante de uma decisão errada… E como ferimos a nós mesmos quando agimos por impulso, ignorando nossos aprendizados anteriores…  Mas no final das contas, cair é quase um pré-requisito de viver…

O importante é se levantar, olhar para o passado com olhos de análise, buscar compreender nossos erros, melhorá-los, fortalecer nossos valores e seguir em frente, de cabeça erguida, para enfrentar novos acertos e é claro, novos erros! Sem arrependimentos, pois tudo que vivemos, valeu a pena, foram mais alguns degraus na escalada de nossa vida!

 

Doces Armadilhas fevereiro 17, 2010

Filed under: Desejos — Manu Parise @ 11:26 pm
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Favorite Song! Diva Absoluta…

Correndo o risco de parecer um post melancólico, vim aqui porque algumas coisas não me saem da cabeça. Estou feliz e isso é fato… Não da forma como pretendia há uns meses atrás, mas da forma como foi possível estar de acordo com os acontecimentos da vida…

Parei para pensar como são engraçadas as armadilhas do coração, revivi mentalmente alguns momentos peculiares da minha vida afetiva e não pude deixar de notar que mesmo contrariando o que todos me diziam à época, tentei ressucitar um amor do passado, daquele avassalador que nos faz desejar voltar no tempo e corrigir os erros, só pelo prazer de ficar em meio ao abraço daquela pessoa.

Durante meses batalhei para provar que não cometeria mais os mesmos erros do passado, insisti, estive presente, constante, entregue e, tudo o que consegui foi um belo e cruel fracasso. Compreendi que algumas situações nunca passam e que o amor não nos muda, melhor guardar na memória aquele tempo em que eramos felizes sem grandes batalhas, regozijando-nos nas pequenas felicidades, como nadar na lagoa, deitar em uma rede e até passar uma tarde no parque.

Aceitei a derrota, pois não adiantava mais lutar, no amor, não vale apenas a vontade de uma pessoa, mas sim de ambas, mas o sentimento que é forte, sobrevive, mesmo que adormecido e magoado.

Muitos de nós já viveram aquele amor impossível não eh? Impossível? Será que seria este o termo correto?

Quantos de nós já não nos apaixonamos por alguém que nos parecia improvável, que sequer nos dava abertura para aproximação? Mas o mundo dá muitas voltas e quando deixamos de desejar aquela pessoa, ela passa a nos notar… Nunca há de fato o encontro definitivo, a admiração persiste, permanece intacta e até aumenta, mas o encontro torna-se cada vez mais dificil, como se o tempo possível já tivesse ficado para trás…

Quantos já se tornaram lindos amigos pois o amor foi inviável…. Será que vale a pena mais uma tentativa? Mais uma aproximação? E quando nos pegamos apaixonados por alguém que mal conhecemos? Quando sentimos a respiração ofegante, um calor latente, aquela ansia de correr para alguém?
Eu desconfio dessa “paixonite” e por vezes corri dessa sensação – pois é mais do que um sentimento – desesperada por não enfrentar as consequencias que isso acaba trazendo… Mas como é bom sentir… Como é bom desejar alguém e pensar nesse alguém todos os dias, pelo menos uma vez ao dia, aquele pensamento que nos preenche de qualidade e felicidade…

Depois de alguns anos, alguns relacionamentos maravilhosos, alguns frustrantes e alguns que nunca deveriam ter acontecido, percebo que não sei de nada, que nenhum amor é totalmente cegante e nem todos os amores acabam! Sim, eu acredito que se possa amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo, pois existem muitas formas de amar… O amor se adapta, transcende…

Nem sempre se acaba um relacionamento por falta de amor, as vezes se acaba justamente pelo excesso!

Hoje estou solteira, pois sozinha dá uma conotação bem diferente, e sou feliz! Não que eu não sonhe com o meu sapo (Afinal os principes são chatos e metidos), mas não estou á procura dele, conheci pessoas maravilhosas que sempre estarão em meu coração com um amor absoluto e dedicado, alguns escondidos sob a fachada de ex- namorados, alguns sob a fachada de melhores amigos, mas sempre amores genuínos.

E de todos esses amores um em especial me tira o sono e me confunde a cabeça, aquece e esfria meu coração, esse me faz ver coisas sob nova perspectiva, me faz absoluta e feliz… E de todos é o que eu menos desejo testar levando ao limite do controle, limite tênue por sinal, é o que eu não desejo transformar em paixão e que me satisfaz como é. Talvez por medo, confesso!  Medo de enfrentar os “nãos” possíveis, medo de perder o amigo fiel e incansável… Medo de verdade, sem apologias!

O importante é ser feliz não é? Como não ser feliz com a vida? Com as possibilidades? Com as noites mal dormidas na companhia de alguém especial? Com os beijos quentes e carinhosos naquela boca que nos preenche os lábios?

Como é bom cais nas doces armadilhas do amor e errar amando… e VIVER AMANDO!

Mais um presentinho… Nem se compara à Diana Krall, mas eu amo a música!